Rio Senna, Paris/França - Janeiro, 2010

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Hey queen, I'm here! - Parte II


             Dando início ao segundo round de presepadas em Londres, gostaria de dar umas dicas, voltadas para nós, acadêmicos, ainda sem grande ascensão econômica, com ânsia de conhecer o mundo :  
  • Dica importante para os estudantes que vão viajar: Primeira coisa é detectar onde estão as redes de fast - food para comer porque são geralmente mais baratas e conhecemos o gosto já que a maioria delas se encontra em qualquer parte do mundo. Essas mesmo: Mac Donald's, Burguer King, KFC, Subway, Chopd's, essa última é uma rede de fast - food londrina e de saladas!). Atenção! Deixar pra detectá-las na hora da fome, é um erro - PELO MENOS PRA MIM E JÁ VI GENTE IGUAL - a gente come até o mais caro e estoura o cartão de crédito se for pego com muita fome.  E isso o estudante... "Não poooooode!"
  • Dica MAIS importante para os estudantes que vão viajar à Londres: Peguem os folhetos de comida que distribuem na rua, eles vêm com deals mais baratas ou com desconto ! Tinha sorvete no Burguer King a 67 pences! (Só esclarecendo a moeda do Reino Unido: 1 pound = 100 pences)
  • Dica MAIS importante AINDA pra os estudantes que vão viajar à Londres: Cara, o Subway serve até às 11h da manhã o Breakfast Subway, que é um sanduíche daquele de 15 cm (tipo o Subway do dia!) e uma bebida quente por 2 pounds. Quer mais moleza pro acadêmico sem recursos financeiros? 

  • Dica pra quem vai pra qualquer cidade:  Para esta viagem, precisava muuuuuito economizar. Eis que surge a idéia de fazer as tão em voga "compras coletivas". Há um monte de site de compras coletivas por aí, nesse caso, usei o Groupon porque ele abrange mais cidades no mundo. Ah! Comprei um japa pra duas pessoas por 6 pounds ao invés de pagar 16 e comprei duas saladas no Chopd's, cada uma por 1,99 pounds ao invés de pagar 5. Achei bom negócio e quero fazer isso sempre!
Comecei o post com essas dicas porque, tomar um bom café da manhã neste preço, foi o que me livrou do mau humor da minha primeira manhã em Londres, Quinta-feira dia 10 de Fevereiro, depois do que vocês já podem prever, um banho gelado.
Eu não sabia o quanto um banho gelado poderia estragar minha viagem, então, eu reforço a dica: NÃO ECONOMIZEM EM HOSTEL!

  

The Broad walk no Kesington Gardens


            Na manhã do meu primeiro dia de andanças pela capital inglesa, tomei aquele banho, como boa brasileira que sou. Foi um banho sem direito a privacidade. Sem privacidade, quero dizer que tinham dois box de duchas com portas, em um recinto que entrava alí quem quisesse, a parada era mista.
De maneira ninja, consegui tomar banho em um espaço de 1m² e colocar a roupa ali mesmo. (isso são mais detalhes a parte pra ninguém que está lendo esse post se atrever a ir lá, o hostel é ruim mesmo!). Na hora de sair pra rua, a recepcionista diante da minha reclamação diz que posso ir em um hostel sister deles para tomar banho quente. Gracias por me avisar só agora!
             Não tive uma surpresa desagradável ao sair na rua, pois o "tempo londrino" de longe já tinha ouvido falar: chovia! As fotos que vocês vão ver a partir de agora até o final deste dia, estarei elegantérrima com uma capa de chuva vagabunda comprada previamente a 1 euro (eu disse a 1 euro!) em um desses bazares de chineses por toda a Barcelona.

             Neste dia, não teve jeito, eu me enrolei toda entre guarda-chuvas, mapas e máquina fotográfica. Comecei a minha caminhada cruzando o Kesington Gardens (é um dos zilhões de parques da cidade!) que está junto com o Hyde Park. Sem deixar que o frio e a chuva me desanimassem, caminhei pelo lugar que é cheio de lagos e memoriais a Lady Di.


  


Saí do parque e resolvi caminhar por fora dele junto a Kesington Road. Me deparei com o Albert Memorial que é o memorial feito a mando da rainha Vitória para o seu adorado marido, príncipe Albert que morreu de tifo, em 1891.


Close em cima do Wellington Arch



Saindo da Kesingnton Road, entro na Knightbridge em direção ao parque que dá acesso ao tão famoso Palácio de Buckingham .
Dou uma parada no Wellington Arch e outros monumentos que foram criados em comemoração das vitórias britânicas sobre Napoleão Bonaparte. 
 



(Entrada do Green Park) Em homenagem aos indianos que lutaram ao lado dos britânicos.

    

Wellington Arch


Sem esquecer de comentar, o trânsito nessa parte de Londres é um caos. Eu então, que não entendia "a mão deles", só nesse trecho quase consegui ser atropelada umas três vezes.



Em frente ao Wellington Arch, há a entrada para o Green Park, onde estão localizados o memorial a rainha Victória e o Palácio de Buckingham, assim, um de frente pro outro.


Queen Victoria Memorial

Buckingham Palace

Aos tão comentados guardas da rainha, vou deixar para fazer o meu comentário junto ao próximo post, o de Sexta-feira 11 de Fevereiro, onde postarei um vídeo bem amador (mas emocionante!) que fiz da troca de guardas. Nesse dia, não houve troca de guardas, pois no inverno a troca é realizada em dias alternados.

Queen's guard em um dia normal

Saindo do Green Park, fui em direção a Westminster Bridge para conferir o Big Ben e as Casas do Parlamento (Houses of Parliament).

O tal Big Ben!

O rio que corre por baixo da Westminster Bridge é o rio Tamisa em inglês, Thames River.  Deste mesmo ponto, é possível ver o London Eye , que também é conhecido por Millenium Wheel (em português, roda do milênio), é uma roda gigante de observação inaugurada como ponto turístico com a virada do milênio em 2000.

Houses of Parliament: Um cidadão solidário tira uma foto de mim!
London Eye, visto da Westminster Bridge

 Saindo da Westminster Bridge, da aglomeração de turistas que é semelhante ao Pão de Açúcar no Rio de Janeiro, fui em direção ao bairro de nome West End, entre o Soho e o Covent Garden onde estão a National Gallery (a entrada é gratuita, mas não entrei por falta de tempo) e a ChinaTown ( a comunidade asiática dentro de Londres. Digo asiática porque na vitrine é possível comer também comida vietnamita, coreana,... mas com certeza a presença chinesa é maior).

National Gallery

ChinaTown, em celebração da chegada do Ano Novo Chinês.

             Depois de muito, mas muito andar, eu estava - óbvio - cansada, com fome e com os pés e meias muito molhados (Pai, quando você ofereceu para me dar uma bota nova, eu deveria ter aceitado, descobri que ela está furada! rs). Fui terminar o meu dia em companhia de uma belorizontina - previamente já conhecia Bruna Vellasco de outras presepadas - também perdida em Londres como eu, na Oxford Street (ali sim é uma muvuca) no japa Ukai com o meu voucher do compras coletivas! ha-ha-ha.
Essa parte eu não tem  foto pois né... Já não tava bonita mesmo!

Considerações finais:

             Antes de finalizar, gostaria de dizer que adoro e me divirto quando meus amigos, ex-intercambistas ou mochileiros de plantão, contam e interagem com suas presepadas. É legal, né? O troféu presepada (criado nesse instante! rs) vai pra minha amiga Caroleta que tomou banho com baratas na sua viagem para Machu Pichu. Mais um reforço na máxima desta série sobre Londres: Não economizem em hostel! rs
Acho que em breve vou abrir uma sessão no blog: "Espaço do leitor: Conte sua presepada!" e quem sabe disso não criamos um guia bem humorado de sobrevivência?
             Adoro essa palavra: PRESEPADA. ha-ha.  Meus amigos costumam adotar outros termos que quando saem de suas bocas, eu morro de rir, tais como: "programa de índio", "barca", "cilada" e até "emboscada". Alguns deles não precisaram cruzar o oceano pra se meter em presepadas: Cada coisa que eu escuto da Festa do XII em Ouro Preto, Carnaval em Diamantina, Festival da Pinga em Paraty e festas universitárias do eixo Lavras - Viçosa,...

Experiência mal-sucedida em viagens? Compartilhe a sua!







domingo, 20 de fevereiro de 2011

Hey queen, I'm here! - Parte I

             Antes de começar o post sobre minha viagem a Londres, eu gostaria de fazer uma obervação: Quiçá, deveria mudar o nome do blog para "Presepadas.com" ou "uma estudante de Turismo muito atrapalhada"... porque olha, vou lhes contar uma coisa...5 dias em Londres foram muito intensos e cheio de imprevistos e improvisos, a começar pela água gelada do hostel capenga que eu arrumei. Vamos iniciar o post como é devido não é mesmo? Cheio das riquezas de detalhe e preparação, tenho longos 5 dias para contar aqui.

 A preparação: detalhes técnicos

             Já vou dizendo, viajar comigo não é fácil, sou sistemática com os detalhes logísticos, sou estudante de Turismo, eu vou sempre querer profissionalizar a coisa. Eu vou sempre tentar organizar uma viagem de modo que posso trazer o feito para a minha profissão. Por isso, sou uma viajante independente! 
A minha viagem para Londres começou bem antes do dia último dia 9, quando embarquei do Aeroporto de Girona com destino ao Aeroporto de Gatwick. Girona é uma cidade há 100 km de Barcelona e possui um aeroporto periférico de grande circulação, Gatwick é uma cidade 48 km de Londres, possui um aeroporto periférico de grande circulação também de mesmo nome.

"Mas Ô Renata, porque você não pegou um vôo do El Prat (aeroporto principal e dentro de Barcelona)?"
Por uma simples razão: Aqui na Europa há o que chamamos de "linhas aéreas low cost" ou línhas aéreas  de baixo custo. As passagens são mais baratas que as linhas chamadas regulares e obviamente, não proporcionam os mesmos serviços que essas últimas (pra começar, não servem comida! Fiquem atentos, cometi a gafe de pegar uma comida quando estava indo a Paris ano passado e tive que pagar!).
As linhas aéreas low cost recebem incentivo para operar em aeroportos periféricos ( para que o destino se desenvolva a medida que usem seus serviços) sendo um dos fatores que facilita mais ainda os preços serem acessíveis. São as linhas aéreas mais conhecidas entre os intercambistas, pois nem é preciso comentar por qual razão são usadas pelos estudantes.
Atire a primeira pedra o intercambista que nunca passou raiva na Ryanair ou na Easyjet ou que nunca colocou todas as roupas no corpo (blusas e mais blusas de frio) antes do embarque, para que a única mala permitida não ultrapassasse a marcação. Um último comentário sobre low cost: Eles são rigorosos nessa parte da mala de embarque porque o dinheiro que eles ganham são principalmente com o despacho de malas, além da venda de milhões de coisas durante o vôo.
(Uma questão aberta: Seria a Webjet o início das low cost no Brasil? Tomara!)

             Continuando.. a  minha viagem começou bem antes do dia 9, quando decidi otimizá-la e amenizar as possíveis dificuldades em outro país. Passar por dificuldades em outro país, muitas vezes significa despender um pouco mais de dinheiro que o previsto e isto é algo que o estudante não pode se dar ao luxo. Li tudo sobre Londres: sobre os transportes desde o aeroporto, do aeroporto até o hostel, li sobre a linha de metrô, quanto custava, onde estavam localizadas minhas visitas de interesse, tudo o mais que poderia querer ver na cidade além do clichê, previsão do tempo e montei meu próprio roteiro.
Eu sei, é chato, é muito minucioso e de fato me deu muuuuito trabalho, mas atingi meu objetivo.
Aliás, as libras esterlinas também comprei com antecedência no meu banco para evitar de comprar com taxas abusivas nos aeroportos.



Fila do embarque no Aeroporto de Girona


Meus preciosos 5 dias de descanso: O início

             Maravilha hein?! Depois de 3 cansativas semanas de provas quatrimestrais, tenho 5 dias para fazer o que quiser e recuperar as energias para a próxima etapa: Fui pra Londres. De Girona. De Ryanair (que além de permitir só uma maleta por viajante com medidas determinadas, agora as mulheres também não podem portar a tão popular bolsa. Tudo dentro da mala.). Assim que acabou minha última prova, às 11h da manhã, fui ser feliz na terra da Rainha, da Lady Di, de Beatles e de tudo mais.
             Vôo tranquilo, conheci uma gaúcha que estava sentada ao meu lado e uma das coisas que me diz é: "Baaah mas é uma delícia se perder em Londres!". Gracias pela dica. Imigração? Foi tranquilo também, eu estava com todos os documentos do que ia fazer em Londres e por quantos dias e ainda recebi um elogio da oficial por tamanha organização.
Cruzada a imigração, percebi um pouco de fascínio na minha pessoa por estar na Inglaterra e tratei de botar meu roteiro semi- profissional em prática. Aeroporto, vai pro centro de Londres, do centro de Londres pro hostel. Perfeito. Pro meu conforto, já tinha comprado o ticket do ônibus pra sair do aeroporto e já sabia que ele parava de frente ao metrô, onde eu tinha que me dirigir a Estação Bayswater, a mais próxima do meu hostel.

A hospedagem

Achando-me a eficiencia em pessoa, cheguei ao hostel. Hostel 63, feito reserva no Hostelworld, um site amplamente conhecidos por nós, estudantes sem dinheiro, mas que queremos conhecer o mundo.
Não recomendo o hostel pra ninguém, a menos que, você queira um lugar pra só, MAS SOMENTE SÓ UNICAMENTE, colocar sua cabeça no travesseiro.
Eu já sabia que o hostel não era lá essas coisas e tinha lido no Hostelworld alguns comentários de ex-hóspedes que não havia água quente, mas ao chegar, era pior do que eu imaginava.
Aí começa a presepada! E uma dica: Eu não economizo em hostel nunca mais!
MAS, não posso deixar de comentar o tão BEM LOCALIZADO que é, pois eu fiz tudo a pé e de bicicleta e a calefação deles, é muuuuuuuuuito boa, não senti frio dentro do hostel.
Esse apesar de tudo, era meu objetivo principal: Fazer tudo a pé, pois o transporte em Londres é bem caro. Então, posso dizer no geral, teve bom.

A minha primeira noite em Londres.

             A minha primeira noite em Londres foi, obviamente, fria demais e em um hostel xexelento. Eu havia feito reserva em um quarto misto (para homens e mulheres) para 6 pessoas e na primeira noite, e colocaram em um quarto misto, mas só para 3 pessoas, e estavam apenas eu e um australiano.
             Gafe da noite: Cheguei no quarto, que estava vazio e fiquei mais tranquila, pois vi coisas de uma homem e de uma mulher. Quanto ao homem, eu tinha certeza pelas roupas e tênis jogados de qualquer jeito, mas a mulher deduzi pela chapinha que estava conectada a parede. Respirei aliviada e pensei: "Menos mal. Vai dormir mais mulheres aqui" .Quando o rapaz chegou ao quarto, eu me apresentei e perguntei se ele conhecia a menina que estava no quarto com a gente. Ele me olhou espantado e perguntou estranhado: Que mulher? Eu respondi: A da chapinha! Ele me respondeu secamente: It's mine.
            Não deixando que o ambiente "distinto" tomasse conta do meu bom humor, fui arrumar minha mala, preparar a bolsa para o outro dia e comprar água pra beber nos próximos dias. Ao comprar água foi quando conheci um iraniano simpático de uma venda (lógico, eu perguntei também qual era o seu horário de funcionamento!) e sabia falar espanhol, porque até este momento o inglês estava me custando muito.
             Depois de comprar a água fui dormir, decidida de que ia acordar cedo e começar, de fato, a minha aventura londrina. E dormir, já que estou em um hostel sem locker, com todos os meus documentos e dinheiro agarrados a mim.

Esse foi o final do meu primeiro dia de viagem e o início de uma intensa aventura Londres a fora, de mala e cuia.