Rio Senna, Paris/França - Janeiro, 2010

domingo, 26 de junho de 2011

Marrocos - Parte 2

             A construção de um post, meu caros leitores, queridos amigos, estimados viajantes e prezados fuxiqueiros, é um parto. Não que eu saiba o que é um parto para me apropriar desse ditado e aplicar aqui, mas é o que eu imagino que seja quando chegar a minha hora de ser mãe: ô trem sufrido, sô!
             Na próxima semana eu darei uma escapa de final de semana até Manchester e Liverpool. Serei visita, gente! Terei uma casa pra ficar, alguém pra me buscar e passear comigo. Por isso o planejamento deu pra ser fast: Não tive que pensar em quase nada sozinha. Aliás, eu não pensei em nada sozinha, até a companhia de ônibus/trem mais barata me foi indicada (primeira dica low cost do post sobre essa viagem, ha-ha-ha).
            A seguir, antes que permaneçam com o atraso os posts, continuarei contando sobre o Marrocos e espero que tenham se divertido com o meu mau-humor crônico em viagens e revolta particular com os serviços. O atraso até veio a calhar: Posteriormente a minha volta ao Brasil terei muito o que postar e re-deliciar com os detalhes de cada viagem, o que eu não gosto é perder o feeling que a memória fresca me proporciona. Enfim, os inúmero versos em brancos de mapas e vouchers da viagem estão aí como rascunho.

Chegada à África

            Sinceramente, não podia ter outro sabor ao aterrizar na África: uma felicidade quase infantil. Antes do avião aterrizar, eu já olhava com mais atenção pela janela para observar o que havia de novo. Quando o avião pousou e eu desci, era como uma criança que ao contrário de um brinquedo novo, eu estava dentro de um continente novo. Ria à toa, queria tirar foto de tudo e como qualquer turista ocidental normal, achava graça da escrita árabe.


Menara: Aeroporto Internacional de Marrakech

Árabe, Francês e Inglês
             Na imigração ocorreu tudo bem, os oficiais são até simpáticos, as filmagens são proibidas e nada de tirar foto. Aliás, tirar foto é algo com que se há de ter muito cuidado, como você pode ver abaixo:

              Como boa turista, fui logo começando com os registros e tentei tirar a primeira foto decente em Marrakech, mas os guardas me censuraram. Nesse momento, acreditei que não pudesse tirar foto do lugar, mas ao final da viagem concluí que o problema era porque eles iam sair da foto. Não é permitido tirar foto de policiais (rá, eu consegui filmar um bem de perto às escondidas e vou conseguir postar a imagem aqui.). Antes de eu "sair aí pra fora" eu passei no balcão de informações turísticas. Que serviço, Senhor! Meninas bem arrumadas, bem maquiadas, simpáticas, competentes e com inglês fluente. Tudo que eu queria no meu país na Copa de 2014. ha-ha-ha. Antes de contar como foi o meu primeiro e temido deslocamento dentro do Marrocos, preciso abrir um "Apêndice" e contar algumas coisas: O pré-viagem.

Apêndice

              A preparação para ir ao Marrocos foi, sem sombra de dúvidas, a mais trabalhosa até então por diversas razões. Primeira delas: Um país islâmico, eu sou mulher e nenhuma amiga minha me disse pra ir sozinha. Olha que foram pelo menos umas 4, 5. A princípio, passou pela minha cabeça a desistência da viagem ou fazer alguém ir comigo. De duas, as duas: Da viagem, eu não ia desistir, dois, eu não ia fazer alguém ir comigo sem passar pelo meu-critério-sistemático-de-companheiro-de-viagem já mencionado em outros posts. Viajar comigo não é fácil, já deixei isso claro. Eu sou uma chata, uai. Por exemplo, uma situação: Se você viaja comigo, eu também vou me sentir responsável pelo seu bem-estar por duas razões: eu sou ser humano, mulher ainda por cima, movida por instintos maternos; segundo, se você passa mal porque não se cuida adequadamente em determinadas condições (calor excessivo, frio extremo), por negligência, desculpem-me pelo termo, mas você FODE com a minha viagem. Porque em seguida, eu vou cuidar de você com todo amor de mãe - a menos que você deixe explícito: me abandone aqui e continue com a sua viagem - mas vou ficar P. da vida. Ao longo dos posts vou citar o exemplo de duas francesas que simplesmente me irritaram durante a viagem ao deserto com a negligência consigo mesmas e prejudicaram o grupo. 
                Decidi que ia sozinha pro Marrocos e pronto. "Só" precisava saber como fazê-lo. Bom, não foi eu quem queimou o sutian, então, com certeza, não ia ser a primeira mulher a querer ir sozinha para o Marrocos. A preparação foi de cerca de dois meses e envolveu os seguintes:

  • Encontrei uma espécie de agência em que as "designers" de viagem são de Portugal, mulheres e elaboram viagens personalizadas. Não uttilizei o serviço, mas troquei idéia com elas. A empresa chama "Amo-te Marrocos".
  • Procurei no Orkut e Facebook, comunidades de Brasileiros no Marrocos/Marroquinos no Brasil e encontrei uma garota brasileira mora na Europa, é noiva de um marroquino e vai sempre pra lá. Ela me deu dicas de como me portar, me vestir, o que fazer e não fazer. Foi quem me tranquilizou e me explicou que nem sempre seu noivo a acompanha nos passeios e como ela faz.
  • Aproveitando que a Internet é realmente uma maravilha, acabei achando o blog do João Leitão (não entendi quem é o João ainda, mas ele dá super atenção pra galera nos canais que ele tem, em português - ele é de Portugal - e viaja horroreeees. ha-ha-ha) e a página que ele tem no Facebook que é João Leitão Viagens.
  • O João tem uma irmã que mora no Marrocos, a Rita, e o blog dela também dá dicas para mulheres viajarem sozinha. Ela tem um blog contando de sua experiência : http://www.darrita.com/marrocos/
  • Como se não bastasse, um marroquino que estuda português e Turismo encontrou meu blog e me adicionou no FB. Conversamos muito pelo MSN durante dois meses. Não tive a oportunidade de conhecê-lo porque ele vive em Rabat, mas ele foi muito gentil em todos os momentos de dúvida e angústia na minha preparação.
               Depois dessa parte em que eu tive que resolver o problema do medo de ir sozinha, comecei a ler sobre o lugar, o que ver, os costumes, a cultura em si e as experiências alheias. O Trip Advisor foi de grande utilidade.
               Pra quem não sabe, o Trip Advisor é exatamente um conselheiro de viagem: Os turistas relatam suas experiências em diversos destinos e serviços (hotéis, restaurantes) e as pessoas vêm até o site em busca de referências de determinado lugar/estabelecimento. Por exemplo, um hotel que vai parar no Trip Advisor e o cliente descreve uma bad experience. Imagina aquele detalhe que não foi revisto pela manutenção do hotel ou o cabelo ou mosca em um prato de restaurante? Aliás, nem precisa chegar nisso, só a falta de simpatia no atendimento basta. Vejam um exemplo de como funciona, procurei por restaurantes em Búzios (RJ): http://www.tripadvisor.com/Restaurants-g303492-Buzios_State_of_Rio_de_Janeiro.html
Para o Marrocos, o Trip Advisor foi especialmente útil nas dicas de como tratar de preço com taxistas, com os vendedores nos souks , generalidades de como se manter esperto sendo turista.
                Pra fechar esse "apêndice", há alguns outros sites que foram igualmente úteis:
          Bom, de que vale a preparação se não há dinheiro? Não me lembro se já mencionei isso por aqui, acho que sim (minha cabeça anda péssima), mas eu sempre compro dinheiro ANTES de ir para o país. Todo mundo que eu conheço compra no aeroporto. Se alguém faz como eu, por favor, se manifeste. Eu compro antes por uma razão: No aeroporto há taxas e o câmbio nem sempre é tão vantajoso para o turista. A moeda do Marrocos é o dirham marroquino (MAD) e a proporção que todo mundo usa lá para ilustrar ao turista quanto vale o produto da compra é de 1 euro para 10 dirhams (abaixo mostrarei uma situação prática).  Eu comprei 13 dirhams por 1 euro, num total de 1500 dirhams, não cheguei a pagar nem 150 euros! Se tivesse deixado para comprar no aeroporto, seria 1 EUR = 11 MAD, pelo que me informei. Ah, e sempre levo o recibo da compra comigo, pelo menos até entrar no país, caso haja problemas.

O primeiro e temido deslocamento dentro de Marrakech

              Por mais que me prepare, eu não consigo subestimar o que eu ainda não conheço a ponto de ser tão autoconfiante. O primeiro deslocamento dentro do país novo, eu sempre acho tenso. Para Marrakech, eu já tinha separado dinheiro do táxi, com margem pra especulação turística dos taxistas pra pelo menos conseguir chegar no hotel e baixar a guarda de novo. Já tinha até um mapa da cidade na mão que baixei na Internet, feito desenhos e marcado com a Piloto. No final das contas, peguei o ônibus que sai do aeroporto (20 dirhams one way, 30 dirhams roundtrip) e fui pro centro.
               O que ainda não mencionei é que encontrei com uma brasileira conhecida (não foi coincidência) na hora do embarque então voamos juntas. Ela estava acompanhada de um amigo espanhol e fomos juntos até à Praça Jemma El Fna - Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e local da explosão que aconteceu em Abril que ainda não se sabe que se a origem foi criminosa ou um simples botijão de gás explodiu, mas que já se encarregaram de dizer que foi atentado.
              Fomos pra Praça Jemma El Fna porque a senhorita turismóloga dona desse blog botou pilha: Havia lido que àquela hora havia barracas de tudo que é tipo de comida e a fumaça dos cheiros das mesmas exalava pra sentir de longe. A praça é uma confusão de gente; turistas, vendedores, encantadores de serpentes, senhoras tatuadoras de henna, homem com macaco no braço, crianças vendendo coisas, idosos pedindo esmolas e motocicletas. Não sei o que deu em mim, mas eu botei o pé naquele lugar, comecei a dançar ainda com mochila nas costas, a me divertir e estava me sentindo em casa. Todos os dias em que eu estive em Marrakech, estive na Jemma El Fna.
              Jemma El Fna é uma confusão mesmo, pode apostar, gente de todos os lados, os vendedores te cercando, os pedintes falam inglês e espanhol (a população marroquina além do árabe falam o francês como língua administrativa), os donos das barracas te disputando pra comprar um suco de laranja (eu tomei na barraca nº 14), música de boate em árabe tocando além da música típica local. Uma zona. Povão. Muvuca. Eu gostei,umas eu tenho certeza que tinha gente que ia detestar. ha-ha.

             
                Depois do primeiro suco de laranja - que também já tinha lido que era imperdível - fomos comer numa das barracas. Arraaaaaam. Como eu também já não estava confiante na higiene local, também pedi recomendação de uma barraca no Blog do João e comi na barraca de nº 1 da Aischa. Comi bem, não passei mal e não paguei caro, falando em dirhams. Valeu João!


O óculos é meu, mas o portator é um atendente da barraca (nº 1) da Aischa



               Depois do jantar típico, fomos dar mais algumas voltas pela praça, mas já estava ficando tarde. Chegamos em Marrakech era por volta de quase 8 da noite. Eu, esgotada, fora de casa desde 10 da manhã, ainda tinha que achar meu hotel. Pelo meu mapa, não era longe, de acordo com a mulher da informação do aeroporto, era. Lembrando que eu sou mineira e curto bater perna mundo a fora, não confiem no meu perto. De qualquer forma, decidi pegar um táxi pois já eram mais de 11 da noite.
               Voltando àquele assunto de negociação dos preços, 1 euro é sempre 10 dirhams fora na casa de câmbio pelas ruas de Marrakech. Todos os marroquinos têm isso muito claro e vão sempre te falar assim quando você achar algo caro: "Mas são só tantos euros!". Cuidado. É barato, mas eu detesto que me explorem. Se for tomar um táxi dentro da cidade ( o petit -taxi ), eles primeiro jogam o preço lá em cima. Li bastante sobre as negociações no Marrocos e o preço que eles te dão, pode chegar até 3 vezes o real. Regatear faz parte do estilo de venda dos países árabes. Nesse meu primeiro táxi, o condutor pediu 50 dirhams (5 euros), não é nada pra gente nem em euros nem em real, mas estão te "furando ozóio", sendo que eles fazem por 20 dirhams. Negociar não é brigar, gente. Seja simpático, fala que vai a pé porque você sabe onde é e sabe que não paga isso tudo. Turista bem informado, paga sempre o mais barato, lembrem-se disso. Nessa ocasião, além de ser simpática, brinquei, falei que sou do Brasil, que sou amiga do Fenômeno e nada do cara abaixar o preço, mas também não me tratou mal, entrou na brincadeira. Dei as costas, continuei conversando com a brasileira e o espanhol que estavam comigo. Ele veio atrás de mim uns 5 minutos depois. 40 dirhams. Eu disse não e continuei onde estava sem preocupação em pegar táxi. Ele foi até mim de novo. 30 dirhams. Eu insisti no 20 dirhams. Eu paguei 30 dirhams no meu primeiro táxi, mas só porque o cara argumentou que já eram meia-noite. Ai eu não tive outra alternativa a não ser levar em conta a "bandeira 2".
               O hotel que fiquei foi em um da Rede Accor, na categoria Ibis que é uma acima do Formule 1 e do Etap (super econômicos - Etap pelo que eu saiba não há no Brasil) e uma abaixo da categoria Mercure. O preço achei muito bom pelo que o hotel me oferecia: piscina, uma varanda no quarto e sem café da manhã. Não costumo pagar 39 euros ( mais ou menos 100 reais) em uma diária e fui pra lá porque era um hotel que já conhecia o estilo e preferi algo "ocidental" por enquanto. Pra fazer uma comparação, o Etap em Villedecans que está na região metropolitana de Barcelona, custa 35 euros - última vez que estive lá em Agosto passado - a diária sem café da manhã e nem telefone no quarto tem. Piscina, só se for no seu sonho, baby. Já o Ibis que fiquei em Marrakech era do lado da estação de trem e perto do centro.
                Pra fechar o dia, fiz um vídeo no hotel (a gravação ficou péssima, mas o que conta é o conteúdo e emoção da viagem né? ha-ha), porém foi interrompido pelo meu vizinho de quarto que bateu na minha porta e disse: "You are making noise". Continuei fazendo, mas sussurando, o segundo vídeo ficou pior ainda e as informações contidas neles não fazem falta que eu poste, já estão aqui.



Marrakech, 30 de Maio, 1h da manhã, fim do primeiro dia de viagem.            

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Marrocos - Parte I

Cof, cof, cof... vamos tirar a poeira desse trem né?

               Escrevi 6 folhas de rascunho ainda no Marrocos (não que eu ande com folhas para este fim, mas saio escrevendo em versos de cartão de embarque, mapas e afins quando a inspiração bate), mas como passar à limpo exige igualmente um esforço da minha parte, deixei pra fazer só agora que estou na Inglaterra. Estarei na Inglaterra por 3 semanas estudando para dar um refresh no meu inglês. A cidade se chama Bournemouth e está no sul do Reino Unido.

               A proposta dos posts do Marrocos foi mesclar vídeo e escrita, além das fotos que são de praxe. Eu não editei nenhum vídeo porque não sei e no momento, minha inteligência está dispensando esse conhecimento. Quero chegar ao ponto de fazer vídeo mais elaborados e designers mais sofisticados para meu blog, mas não será por agora. Qualquer palavrão, erros de português ou mescla de idiomas, fazem parte do show, da minha personagem desse blog: uma mineira de mala e cuia. A personagem sou eu, Renata Eloá, logicamente, mas ao me encontrar em outros ambientes não se iluda, eu posso passar de descolada para polite em um par de minutos. A personagem, digamos, essa minha face, mostra o que pode dar errado e o que pode dar certo em uma viagem (principalmente o que pode dar errado e como isso fere meu orgulho como profissional do Turismo).

          O primeiro vídeo que postarei faz referência à minha primeira frustração na viagem. Só que depois de tantas frustrações em viagens, eu já percebi que comigo a coisa funciona assim: algo trágico acontece e no fim algo mágico também. Graças a Deus.


                Eu já fiz esse adendo em outros posts com certeza, mas é bom lembrar que essa frustração de quando dá algo errado na minha viagem tem mais haver com a minha vaidade em querer a excelência como profissional do que com eu achar que sou uma azarada. Eu até brinco que eu tenho uma "zica", que tudo pode dar errado comigo. Porém esse "tanto de trem" que já deu errado comigo, já me deu inúmeros meios de safar meus futuros clientes de viagens frustradas. Eu me trato como minha própria cliente, faço meu planejamento como acho que deveria para um cliente sair satisfeito e se você for me visitar na minha casa é provável que você perceba que eu organizo a sua chegada como se fosse a de um pax (pra quem não sabe PAX ou pax significa "passageiros" na area de Turismo, em produção de eventos é o mesmo que "people at table", de um modo geral substitui o termo "participantes", Wikipédia).


Os ditos rascunhos que fiz durante a viagem, os fiz depois do dia em que perdi meu vôo de volta pra Espanha ( é, eu perdi um vôo pra sair da África e fiquei em Marrakech mais dois dias ) e postarei assim que puder (tenho 32 lessons de inglês por semana, não é tão easy assim minha vida em Bournemouth), por enquanto, se divirtam com meu mau humor crônico. ha-ha-ha.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Recesso criativo

             
              Já em ritmo de despedida da Europa, comunico que alterei a periodicidade dos meus posts - que sempre estavam disponíveis nos Domingos seguintes às minhas viagens – pra “quando eu puder”. Período de balanço, pois a vida na Espanha vai chegando ao fim e o ciclo vai terminando. Período de avaliações – acadêmicas e pessoais - portanto, decreto recesso criativo até sabe lá Deus quando.
              Assim que o recesso criativo der baixa, terminarei de contar sobre a viagem à Alemanha, contarei sobre Marrakech (Marrocos - 29 de Maio à 1 de Junho) e Bournemouth (Inglaterra - 18 de Junho à 10 de Julho). Essas duas serão minhas últimas viagens antes de embarcar de volta ao Brasil. Já tenho previstas outras viagens (e "presepagens") já em solo tupininquim, mas é melhor não abrir o apetite literário divulgando os lugares. (risos)

Para se comunicar comigo, basta deixar um comentário, o mesmo segue para minha caixa de e-mail.

Saudações barcelonesas,

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Break Amics de la UNESCO de Barcelona : "Mi ciudad Belo Horizonte"

               No estoy segura si he comentado a algunos de vosotros que ahora hago parte del voluntariado de la “Amics de la UNESCO de Barcelona”. Hay muchos proyectos por allí y lo cual yo participo consiste en escribir en un blog destinado a conectar los voluntarios por el mundo que se van de Barcelona y/o los que les gustaría venir para la capital catalana a través de post escritos por nosotros mismos de acuerdo con una categoria. Escribí mi primero post ayer en el AUB - Voluntariat , pero para visualizar es necesario tener una cuenta como voluntario. Para quienes no lo son, les hago una copia de mi primero post fuera de mi lengua materna.

¡Qué disfrutéis!
 
               "Si de fuera no es posible percibir que el Brasil es maravilloso más allá del sol y de la playa, mulatas y Carnaval, les presento: Belo Horizonte. La ciudad que nació entre montañas, es ciudad grande con gesto de rincón. No resulta difícil descifrar lo que este nombre compuesto en portugués quiere decir en castellano: “bello horizonte”. La capital de Minas Gerais, Estado ubicado en la región Sureste de Brasil, prueba con su dicho tradicional “Si no hay mar, vamos para el bar” que aún lejos de la costa es posible pasar genial.
               Hasta entonces, nada muy nuevo ya que en las culturas en general, el acto de se reunir en la mesa para beber, comer y charlar es usual. La novedad viene ahí: “Eu boteco, tu botecas, nós Comida di Buteco” es la frase que remete a uno de los festivales que más agitan la población. Con algunos años en la marcha - este Mayo cumple 11- ahora atrayendo también a los turistas, El “Comida di Buteco” es el nombre de este festival gastronómico que ocurre siempre por estas fechas con duración de un mes hasta su final con un gran concierto. Si salir para tomar una cerveza y picar ya es “de ley” para los “belorizontinos”, con la venida del evento la salida de casa pasa a ser aún más atractiva: Consiste en un concurso en que bares desarrollan sus propios platos exclusivos para el evento.
               Particularmente, pese no vivir en la ciudad que nací hace casi 5 años es con muy orgullo que describo las exquisitas sensaciones de este sabroso mes. Es tiempo de reunir los amigos en esta deliciosa competición y de no tener que dar satisfacciones a la gula. “Botecos”, para los que no son de Belo Horizonte, nada más son que los bares no muy pijos - by the way, algunos nada pijos - para quedar con los amigos, tomar unas cuantas cervezas, poner todos al día de las cotillas y pasar bien. “Botecar” se asemeja al salir de tapas tan habitual en la cultura hispánica. Es llegado el momento de salir, degustar y evaluar. Sin prisa, horas pasan en el “boteco”. “Botecar”, en B.H. es más que ocio, sin duda, es un estilo de vida."

"Botecar" entre amigas!

sábado, 23 de abril de 2011

Berlim: Primeiras impressões

               Vá para a Alemanha, visite um campo de concentração, ouça a história do holocausto da boca de um guia e nunca mais tenha estômago para ver e assistir, documentário ou filme sobre este tema. É assim como me detectei hoje, ao ligar a televisão e começar a assistir El pianista. Tudo bem que filme tem sempre um pouco mais de sensacionalismo. Porém, estive lá, com meus próprios olhos em Sachsenhausen. Se eu tava afim de voltar para a realidade do dia a dia impactada com a viagem, dessa, saí menos ilesa do que podería imaginar. A Alemanha também tem sua beleza, claro, mas se me permitem dizer, o holocausto é uma chaga. É um karma em uma nação. Com certeza existem outras rotas turísticas alemãs, mas nada como este nefasto carro-chefe. Saí da sala e vim escrever. Nem sempre os posts vêm como uma psicografia! Nem sempre consigo traduzir os impactos sofridos em palavras. Nem os livros de História da vida inteira souberam preparar meu coração pr'aquilo que eu vi!
               A minha estada em Berlim foi isso aí. Nunca estive em uma viagem inundada em tanta tristeza (fora os meus perrengues). Eu me diverti na Berlim do século XXI, uma Berlim super gay em que dá igual pra todo mundo se você tá pelado, vestido, se é negro, se é punk, se deita na grama e se suja, ou se seu cabelo é colorido. No meu primeiro dia, apertei meu coração na Berlim do tal muro construído de 1961. No último, para o meu próprio desconforto, passei 1 hora e meia hora em um campo de concentração, propositalmente rápido para que todo aquele impacto não me contagiasse em uma crise de existência. Só alguém muito frio para não sofrer ao escutar sobre a Todesmarch, a marcha da morte.

A primeira noite em Berlim, 2 de Abril.

              Depois da assustadora chegada ao aeroporto de Magdeburg imaginando que justo no meu avião poderia ter um terrorista (eu ia imaginar o quê com aquele tanto de policiais envolta da aeronave que parou não sei quantos quilômetros distante de onde tinha que pousar?) consegui chegar sã e salva no meu hostel. Foi hostel barato gente! 12 euros, duas noites, e não me arrependo! Tá, não foi tão simples chegar no David's hostel porque afinal de contas, estava na Alemanha, não falo alemão e minha comunicação era só em inglês. Previamente, já sabia qual estação de metrô descer, mas sempre acontece uma dúvida no meio do caminho. Tentei informações com alguns árabes vendedores de kebab, mas alguns deles também não falavam inglês. Dá meio que um pânico né, gente? Mas eu acho engraçado! Eu gosto mesmo de testar até onde meus nervos aguentam! ha-ha-ha
               No hostel, ao chegar, achei xexelento, mas depois o xexelento passou a ser aconchegante. Que delícia de colchão, minha gente! Melhor que o meu aqui de casa! #coisarara. Um detalhe: Alguns albergues baratos, com a diária de 4, 5 euros, geralmente não vão te fornecer toalha nem a roupa de cama GRÁTIS. Passo a dica logo porque com o rombo que me tinham feito no aeroporto, até com a ínfima quantia de 1 euro pela toalha e 3 euros pela roupa de cama que me cobraram - diga-se de surpresa - me assustei! Então fica a dica, hostel barato demais, desconfie, além da falta de água quente (vide Londres) você pode ter que dispender mais alguns euros por conta da bed linen.               
               No meu ponto de vista, o importante foi que, mesmo xexelento, é bem localizado, o staff é solícito (Jimmy, o recepcionista da noite, era mexicano então trocamos muitas idéias em espanhol) E... era cheio de normas! Nada de drogas, nada de cigarros, nada de bebida, nada de auê, pode cozinhar mas etiquete a sua comida na geladeira, não chame a campainha porque esqueceu sua chave ou vamos te cobrar 1 euro e isso we are not kidding, o lixo deve ser separado, não abra a porta pra ninguém isso é tarefa do staff, enxágue o chão do banheiro para o próximo e Danke Schön . Eu gosto de normas, cara! Até pra esses ambientes descolados e principalmente porque são poucos formais. Bom senso é relativo e cultural, por isso, não se aborreça frequentemente com costumes alheios. rs

3 de Abril, conhecendo Berlim

               A minha primeira noite em Berlim, foi um Sábado e mesmo assim nada de bombâncias. Foi na cama, dormindo em um colchão maravilhoso de bom no quesito "estamos-em-albergue". Antes disso, ainda tive que encarar as perguntas intermináveis de um mala norueguês. (Ai Jesus, pensava que os nórdicos eram todos lindos e agradáveis! Ergh!). Como nem tudo são flores, mesmo em um hostel cheio de regras, acordei com um entra e sai louco de pessoas no meu quarto.(Ah, esqueci de mencionar, estava em um quarto misto de 12 pessoas). Tive a "sorte" da minha cama estar posicionada justo na porta. Isso me lembra um episódio em Diamantina, Carnaval de 2007, em que na casa só havia espaço para eu dormir com meu colchão na porta da cozinha pro quintal. Reclamando de quê, galerê? Estamos in Germany! Presepada é internacional, esses tipos de adversidades são (quase) irrelevantes. rs.
               O primeiro dia, de fato, com todas as ganas do mundo, eu queria ver o clichê, eu queria ver um pedacim dos restos do muro de Berlim. Ao longo da estância, me dei conta que pela cidade há várias partes do muro. O primeiro que visitei, foi a parte localizada na Bernauer Strasse onde há um memorial dedicado às vitimas:




O memorial ao longo da Bernauer Strasse



               O muro de Berlim foi construído em 1961 e derrubado em 1990. O Berliner Mauer dividia a cidade em Berlim Ocidental e Berlim Oriental. Nos 39 anos de existência do muro ele fez vítimas, quero dizer, as pessoas que tentaram cruzar de um lado para o outro foram alvejadas. Ao longo da Bernauer Strasse se encontram fotos com a história da Alemanha desde a II Guerra Mundial à Queda do Muro.

Berliner Mauer
Mural com as fotos de quem foi alvejado

Ainda recebem flores!



               A última foto de cima, particularmente, foi a parte do memorial que mais me chocou. Nesse lugar, haviam vários pedestais de ferro onde o visitante pode apertar o botão e escutar a história do muro. Nesse em especial, pode-se ouvir a lista de pessoas alvejadas : “René Grob, twenty-four years old, shot on November twenty-first” … e assim por diante! Atrás do memorial, há um cemitério, não ficou muito claro se era lá que se enterrava as vitimas do muro, mas me deu a entender que sim.


Entrei no cemitério, tirei algumas fotos com todo respeito aos que estavam alí em qualquer estado espiritual, mas um fato não pode passar batido: o cuidado que algumas pessoas tinham com alguns túmulos! Mais bonitos que muitos jardins por aí! Não tirei fotos para não provocar problema, poderiam se ofender. Parecia um programa de Domingo cuidar dos túmulos!

Velhinhas conversam diante de um túmulo. Alguém aí costuma bater papo no cemitério?

Depois dessa energia bad que é estar no memorial, no percurso para pegar o metrô novamente , tirei mais algumas fotos:


Capela da Reconciliação

Estátuas representando a unificação das duas Alemanhas.

Mais do mesmo


O dia ainda não tinha acabado, o sol estava bonito e Berlim estava realmente quente. Resolvi fazer algo menos funesto e parti para Alexanderplatz, uma praça imensa no centro da cidade onde tudo acontece. Manifestações de arte, manifestações políticas, mendigos...


TV Tower


 

Degustação faz parte do roteiro: Berliner Bratwurst

De Alexanderplatz, aí sim, saí sem rumo para conhecer sem ficar presa aos mapas. Logo me senti muito à vontade até pra tirar um cochilo na grama.
 






Depois de andar tanto, tirar uma soneca de frente à um palacio que não vou saber dizer o nome, num calorão que não estava previsto, estava ansiosa para degustar também as cervejas alemãs:







Fim da pausa pra degustação de cervejas e mais caminhada. Cenas de Berlim, ainda do primeiro dia:





Brandenburg Tor


Reichstag: Parlamento alemão

Um rio que não tenho idéia do nome em frente à estação central de Berlim

Pôr-do-sol pitoresco em Berlim




Previsão para o final do dia: Pernas doces e muito cansada!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Entenda porque me meto em presepada!

               Antes de escrever um post recheado de fotos sorridentes em Berlim - sim, essas fotos existem - gostaria de explicar porque me meto em presepada. É gente, isso tem explicação, é algo que vem de dentro para fora! Se fosse um título cult seria: Entenda o perfil de cada viajante. Contudo esse é um blog pessoal de uma profissional, portanto, não precisamos ater tanto a técnica que fica chato. Podem rir da desgraça alheia, eu sei que é bom, o post anterior foi o que mais bombou, SEUS FILHOS DUMA ÉGUA! Pimenta no fiofó dos outros é refresco, né?
               Pra começar, queria agradecer pelas orações enviadas, pelas orações recomendadas, pelos “meus pêsames”, mandingas, patuás sugeridos... mas, numa boa meus amigos (E MÃE), eu não vou parar de viajar. A falta de vergonha na cara e de dinheiro é tanta, que já comprei meu próximo voo com a mesma distinta companhia área low cost: Ryanair. No próximo mês, vou para o Marrocos. Sente a presepada! Portanto, se esse for um dos meus últimos posts, fiquem ligados: fui trocada por camelos.

Toda a positividade da viagem

               Tudo é relativo, meus caros. Pressupõe-se: Nada de bom me aconteceu na Alemanha. Concordo que tudo que deu errado realmente ficou mais em evidência pra mim, pra vocês, porém, nas minhas viagens nem tudo é desgraça né, minha gente? O show must going on  até a hora do check out no hotel e do check in do avião. Uma futura turismóloga tem que saber contornar o próprio psicológico para que tudo no final possa valer a pena . Aliás, qualquer viajante deveria fazer isso, no meu caso, é orgulho mesmo! Cê acha que vou viajar e não dar um jeito de ficar bom? Capaz!
               Sem mais, digo que valeu a pena visitar a Alemanha, depois da desgraça contada no último post, queria dizer de todo meu coração que a minha viagem valeu a pena. É, difícil de acreditar, eu sei. Pensem por outro lado...

Entendendo os viajantes

Me explico: O que é uma viagem boa pra você? O que é uma viagem boa pra mim? O que é uma viagem boa pro seu amigo?

“Uai, Renata! Cabo Frio, cerveja gelada e funk...!”
“Praia do Morro com a galera, certeza !”
“Sei lá, gosto de ir pra fazenda da minha vó lá em Conselheiro Lafaiete.”
"Quero conhecer uma vinícola no Sul do Brasil e andar na Maria Fumaça em Bento Gonçalves."

               Uma viagem ser considerada boa ou não, depende ainda de fatores subjetivos. No geral: “Voltar feliz da viagem, uai!”. Tá, mas o que tem que acontecer na viagem pra você voltar feliz? Cada turista busca no destino uma realização muito particular e que pode se assemelhar ou não ao de outras pessoas. Você já brigou com aquele amigão em uma viagem e não entende porque? Vocês são tão amigos! Pois eu já, creio que brigaria com outros mais se não tivesse a visão que tenho hoje e isso tem explicação científica. Alguns amigos já me ouviram dizer que só me torno verdadeiramente amigo de alguém depois de viajar com essa pessoa. Brinco também que sou sistemática, que não é bom viajar comigo. Não é bem assim (mas prepare-se para uma D.R. se me convidar para viajar! ha-ha-ha). Tenho um estilo de viagem muito próprio e tem gente que não entende. Tampouco meu blog está destinado a impor as pessoas que meu estilo de viajar é o certo. É o meu estilo de viajar, é o que supre as minhas necessidades como viajante e necessidade envolve valores subjetivos também.

Entenda porque me meto em presepada

               Galerê, chega agora a parte que mais me emociona, a minha melhor aula técnica em Mercado Turístico lhes repasso! Sou sistemática para viajar e ainda tem um cara que me defende! Maslow, um psicólogo americano, dizia em sua proposta que as necessidades humanas são dispostas em uma hierarquia, da mais urgente para a menos urgente. Essa teoria é colocada em uma pirâmide que busca compreender e explicar as ações e o comportamento humano. O “bafo” é que essa pirâmide é aplicada ao Turismo na escolha de um destino e na maneira de fazer uma viagem, vamos lá:

1ª) Comer, beber, pernoitar e como deslocar-se: Nem só de pão viverá o homem, mas em pé você também não fica se não tiver!

2ª) Segurança: Você vai viajar para o Iraque ou com a Líbia sendo bombardeada, meu amor?

3ª) Quem vai com você? O bonde, papis e mamis ou é viajante solitário?

4º) Psicológica: Cumprir suas expectativas.

5ª) Necessidade de auto-realização: Aí que o bicho pega mais ainda. A auto- realização vem de destinos que dão por si satisfação própria. A mim, apetece os destinos exóticos no meio do mato na Amazônia interagindo com população ribeirinha, a você pode ser Cabo Frio com a família. A mim, interessa também passar um dia inteiro no Vinobus em Logroño degustando vinho de adega em adega com direito à aula técnica, pra você isso pode ser chato. Enfim.

Um outro “cara bacana”, com nome de Plog, estudou isso a fundo no que se refere à mentalidade do viajante. Turistas são divididos em dois blocos, de forma não definitiva:

  • Psicocêntricos: o típico turista que não consegue sentir-se bem em uma destinação que não possua grande familiaridade com seu âmbito de residência, prefere não viajar grandes distancias e opta por não ter que enfrentar barreiras comuns aos turistas como diferenças lingüísticas, gastronômicas, climáticas, culturais, étnicas, sociais. Um exemplo é aquela família que possui uma casa na praia e desde sempre vai para esse destino nas férias.
  • Alocêntrico: este turista possui características típicas de um explorador (My name is Renata!), já que prefere as áreas não organizadas para o turismo, faz questão de não usar pacotes formatados comercialmente. A sensação de liberdade em sua viagem é primordial, boa parte do atrativo de suas viagens está no prazer de novas descobertas, com grande contato com o habitat local, nas várias atividades realizadas de modo autônomo, sempre com a infra-estrutura, a hospedagem, a gastronomia e os transportes típicos de localidade visitada. Ele vai mais além de uma prática turística, ele busca interagir com a cultura local.
               Esses perfis não são fixos. Pontuei os dois extremos como forma de visualização. Até porque, a questão econômica influi bastante e para chegar de um à outro, são doses graduais de ousadia. Dou-lhes um exemplo prático da minha vida: Quando tinha 14 anos, passava férias na casa da minha tia em Macaé (RJ) e me achava A desbravadora pagando uma van de 2 reais para passar o dia sozinha em Rio das Ostras (RJ). Foi assim até os 17. E mês que vem... é, mês que vem eu estou pegando um avião e indo pra Marrakech.

               O que quero dizer com toda essa “balela” é que ainda assim, a minha viagem para a Alemanha teve sua parte alegre (não tão alegre por se tratar de um país que carrega o fardo triste do holocausto), mas saciou  minha necessidade: foi intensa, intrigante, chocante e espiritual estar alí.

Por isso, digo sobre esse aspecto, tive uma boa viagem.



 
¡Vuelvo enseguida!


Esse post tem contribuíção dos conteúdos disponíveis de: Revista de Investigación en Turismo y Desarrollo Social http://www.eumed.net/rev/turydes/02/jgfc.htm

quinta-feira, 7 de abril de 2011

No "Brandenburg Tor" eu sentei e chorei.

              
              É como eu disse no post anterior: Escrever no calor do momento conserva a riqueza de detalhes. No meu caso, escrever no voo - em todos os versos em branco de papéis encontrados na bolsa – foi uma questão de saúde. Meu coração estava à mil. Tava igual aquele menininho de um vídeo feito pela irmã malvada que anda circulando pela net : "Eu vou ter um infarto do coração"! (Vejam esse vídeo!)

              Agora posso rir da minha própria desgraça: Já estou em Barcelona, dentro do meu quartinho. Seguem abaixo as 3 páginas escritas (de raiva) dentro do meu voo de volta:

Voando no céu Europeu, 6 de Abril de 2011

               Para o item má experiência em viagens, crio agora a escala Richter de abalos psicológicos. É minha gente, é a minha escala Richter! De 1 a 9, o abalo psicológico dessa viagem a Alemanha foi 10. Presepada não meus caros, estou falando de abalo psicológico: O abalo psícológico vai além do perrengue, além da presepada, é quando tudo dá errado em uma só viagem e você fica pensando porque a lei de Murphy é sua fã.
                Depois de mais stress que relaxamento, posso tirar uma lição: Agora mais do que nunca, senti na pele qual é a importância da excelência no serviço. Olha aí, quem trabalha no Turismo, que trabalha com o sonho alheio. Gostei sim de Berlim, mas volto pra Barcelona dizendo graças à Deus, sem aquela depressãozinha pós viagem que sempre me dá. Aconteceu tudo comigo e de uma vez só. Parafraseando Paulo Coelho, na calçada do Portal de Bradenburg sentei e chorei. Inacreditável, frustrante.
               Tudo começou quando comprei meu voo para o International Airport Magdeburg – Cochstedt. Fixem bem no INTERNACIONAL. Magdeburg é uma cidade perto de Berlim. No site do aeroporto INTERNACIONAL entrei para comprar meu shuttle para sair do aeroporto, seguir para a estação central de Magdeburg e de lá caçar meu rumo pra Berlim. Começo da tragédia: O site não dispunha de informação bilíngue, só informação em alemão! TÁQUEPARIU hein? Aeroporto INTERNACIONAL! Que não tem informação nem em inglês?
               A merda já estava feita, ou melhor... o voo já havia sido comprado. O que fazer? Como hoje em dia é muito comum as empresas utilizarem redes sociais, busquei o Facebook do tal aeroporto. No Facebook, uma alma boa me traduziu o suficiente do alemão para o inglês para que eu comprasse o shuttle para sair de lá. E me avisaram que “em breve” teria versão em inglês, dentro de dias. Tá, não me serve! Dá pra acreditar que eu fiz uma compra assim???? Recebo um voucher, lógico, em alemão, não consegui visualizar os horários disponíveis. Nessa de não conseguir visualizar horário, fuxiquei e traduzi o quanto pude : Descobri que só há um shuttle de ida e um de volta, por dia, para a estação principal (Magdeburg Hauptbahnhof)

Tão acompanhando??
  • Um aeroporto internacional que não tem informação disponível pelo menos em inglês;
  • Nem transporte regular (ou seja, perdeu um, pronto, foi o que aconteceu comigo hoje, na volta, que vou contar mais adiante).
               A minha chegada em Magdeburg já contei como foi no primeiro post. Depois da primeira noite em Berlim as coisas começaram a ficar boas, fiquei em um hostel barato que valeu a pena e fiz amizades. Na Terça-feira, no caso ontem, meu último dia na Alemanha, era o dia que mais ansiei desde que tinha começado a planejar a viagem: Havia comprado um passeio guiado sobre o 3º Reich. Senta que lá vem a história: Meu voucher de reserva SIMPLESMENTE estava com o endereço errado do ponto de partida da excursão. Estava com o endereço da empresa que organiza, ou seja, fui parar no escritório. Fiz a reserva pelo tão popular HostelWorld. Sem contar que o voucher veio sem a hora do passeio, tive que entrar no site outra vez para saber. Dá pra imaginar a cara de tacho que ficou a pessoa que me recebeu na empresa?

Um momento respeitável público, que rufem os tambores e contemplem a palhaçada:
O que você faria? Você cliente, louco para ouvir a história mais polêmica e nefasta da Alemanha, na própria Alemanha, a história que corre livros mundo à fora e uma empresa NEGLIGENTE, faz isso? Não sei se foi uma ou se foi a outra. FODAS. Eu quero escutar agora a historinha do malvado Hitler que estou aguardando semanas!

O cara tentou me acalmar, perguntou se eu não podia fazer no dia seguinte...

NÃO P O R R A MEU ÚLTIMO DIA AQUI É HOJE E VOCÊ PEGOU MEU SONHO E JOGOU NO CHÃO SEM DAR A MENOR IMPORTÂNCIA!

                Eu não gritei, juro, mas meu olho encheu de água em uma tal maneira que se ele não desse um jeito, eu ia fazer um barraco não sei em que língua. Que ódio, cara! Muito sem graça, o rapaz entrou em contato com o guia, me deu o endereço "certo" e um voucher me brindando com um tour grátis! Olha só! Surpreendeu esse, hein? Já comecei a rir quando vi que ia economizar 12 euros e podia gastar em cervejas mais a noite!
               O endereço que me deram é em frente o Brandenburg Tor, um dos símbolos de Berlim muito conhecidos, um lugar chamado “Academie del Küngste”. O lugar é tipo uma biblioteca, galeria de arte... eu entro feliz e com um voucher grátis na mão e... uma recepcionista me joga outro balde de água fria: “Não há grupos aqui dentro, eles se encontram em frente e vão para seus passeios”.

(Pronto, no Brandenburg Tor sentei e chorei. P U T A Q U E P A R I U ! Preciso benzer, isso só pode ser uma zica!)

               Não desistindo de fazer o passeio, liguei, sem brincadeira, 26 vezes para o guia até que ele me atendeu com zero simpatia e disse para me dirigir para a tal galeria, porque o grupo estava ali SIM! Entrei, passei pela mesma recepcionista, nem 50 metros atrás dela ao lado da lanchonete estavam o grupo.

(Dá pra imaginar quantos marimbondos já havia cuspido e quantos anos de vida meu coração perdeu só nessa uma hora de raiva/alegria/raiva/alegria? A recepcionista! A recepcionista não viu um grupo de 20 pessoas entrar com um guia identificado por um uniforme que faz isso todos os dias! Parece piada! Ou melhor, pesadelo me adéqua.)

               Aproveitei o passeio o quanto pude depois de pegar quase no fim a explicação histórica. As desgraças da Terça-feira, pararam por aí, GRAÇAS A DEUS, mas voltaram na Quarta-feira antes de eu ir embora. Na Quarta-feira, para finalizar a minha vinda a Alemanha, fui no campo de concentração e na hora de sair de lá... Uai, cadê o ônibus? Não era de 15 em 15? Com 20 minutos, eu já comecei a chorar, DE NOVO. Ha-ha-ha-ha-ha-ha
                Justo na minha vez ( e na de um monte de gente no ponto!) o ônibus demorou quase uma hora! Perdi o trem até Magdeburg, perdi o ÚNICO shuttle para chegar no aeroporto e comecei a ficar mais chorosa só de imaginar perdendo meu voo e ficando mais um dia na Alemanha. Chorei não foi só por isso não: eu tinha só 13 euros na carteira! #Comofaz?
                Chorei né? Porque a TPM é algo voraz no temperamento feminino, normalmente eu não choraria, mas esse mês em especial essa TPM resolveu me brindar com um golpe mais forte. Homem acha isso tudo um chilique, mas não é! Em outros tempos, eu ligaria o "fodas" e acenderia um cigarro. Nem fumo mais. Vou confessar que a minha maior preocupação não é exatamente o meu bem estar físico, mas o bem estar financeiro do cartão de crédito. Cada vez que dou uma patada dessa e sou obrigada a gastar mais dinheiro, já imagino a cara da minha mãe olhando pra fatura no Brasil. Como mencionei, tinha 13 euros na porta do campo de concentração. Realizei uma operação de saque no meu cartão do Brasil que nunca tinha feito na vida para ter pelo menos 100 euros. Até a hora do desespero, eu nem sabia que existia a possibilidade (Pra ser bem sincera, em algum momento preferi esquecer com essa possibilidade! É como cheque-especial, não faz parte do salário e é uma falta de controle pensar que faz!)

MÃE, TE AMO, PROMETO VERIFICAR HÁ QUANTO TEMPO OS AEROPORTOS EXISTEM PARA AS PRÓXIMAS VIAGENS!

               Eu paro de chorar rápido, na verdade eu choro nessas ocasiões o tempo suficiente que eu fumaria um cigarro e volto a pensar normal. Em uns 7 minutos já estava a tope com a criatividade pra dar um jeito de sair dali. Quando consegui chegar na Berlim Hauptbahnhof (lá eu fiz o saque inédito!) consegui pegar um novo trem para Magdeburg sem perder o bilhete que já havia comprado e de lá, bem, o jeito era pegar um táxi até o aeroporto INTERNACIONAL.
               Aliviada de pelo menos estar na cidade, o desespero vem quando não consigo me comunicar em inglês com o taxista! E o que estava ao seu lado, sabia mais ou menos, e começaram a discutir onde era o aeroporto que eu queria chegar. Prestem atenção: Nesta estação, os próprios taxistas não tinham certeza de onde era o aeroporto! Tá, qual a chance que eu tinha de ir embora da Alemanha ainda hoje? Uma só! Me meti dentro de um táxi onde o taxista não falava inglês e não entendia patavinas do que ele falava e íamos a base de sinais e GPS. Eu que pensava que estava ferrada: Conversei com um espanhol no saguão do aeroporto e ele me disse que o taxista levou ele para outro aeroporto porque não conhecia o tal aeroporto INTERNACIONAL. Isso não dá um livro, não dá um filme, dá um bom pesadelo.
               No meio do caminho, me dei conta do quanto o aeroporto era no meio do nada e já comecei a imaginar se o cara fosse mau e resolvesse me abandonar alí mesmo o que eu ia fazer. Ha-ha-ha-ha-ha-ha Não havia placas indicando nada até chegar em 15 km de distância. Não precisa saber alemão pra saber que eles não existiam!

Cheguei no aeroporto certo, AMÉM.

               Sendo sincera, essa é a grande armadilha da companhia aérea de baixo custo: A intenção ao trazer uma companhia aérea para um destino periférico a um centro urbano (no caso de Barcelona, há o aeroporto de Girona e de Berlim, há esse projeto de aeroporto!) é fazer com que a cidade se “desenvolva” e os viajantes usem os seus serviços. Se liguem: Quando busquei informações para sair do aeroporto (aquela lá no Facebook!) uma das pessoas que me responderam me disse que era possível dormir no aeroporto! Assim, de cara, não era nem se acontecesse um imprevisto, ou se eu estivesse cansada: DE CARA me ofereceram o hotel do aeroporto...  Nein, danken, eu não quero dormir no aeroporto, eu quero ir pra Berlim, POMBA!

Isso não é só uma análise minha, estudei isso em uma matéria que tenho que se chama "Transporte de Passageiros".

               Já no aeroporto, um alívio enorme me invade ao ver a cara simpática da mesma mulher de quando cheguei, aquela que estava organizando o shuttle na nossa tumultuada chegada. A propósito, tudo ok com a minha mala, coube de uma só vez no tal medidor deles (coloquei de pé, com rodas pra baixo pra ninguém reclamar!) e nada de taxas adicionais. Pedi o endereço eletrônico para reclamação por tudo que passei na ida. Quando eu pensava que finalmente estava livre, a mulher do raio - x, pára a minha bagagem e me diz que não posso levar os envases de líquido e que juntos eles somavam 1 litro, o que não era permitido:
First of all, sua ANTA:
  • Eu vim com eles da Espanha!
  • Segundo, o permitido para vôo são envases de até 100 ml, CADA UM, eu tinha 5 envases, da onde que ela tirou que são 1 litro?
Não, CERTEZA, ela me deixou passar porque se deu conta da gafe, não porque ela era bacana. Esses procedimentos, inclusive, são feitos ao contrário: raio-x primeiro depois medidor, já na porta do embarque...

Brincadeira, hein?
Fim da viagem, GRAÇAS A DEUS.

PS: Sim, eu vou fazer post felizes, com fotos, com meu prato pegando fogo no restaurante indiano... mas assim que eu digerir isso tudo!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Hallo!

Preludio

               Durante as primeiras 36 horas da viagem à Berlim, pensei sinceramente em não postar nada da viagem à Alemanha. PUTA QUE PARIU ! (Pronto, falei, tomei as rédeas da minha vida de novo!) Meu, só presepada! Cansou, já não está divertido. Vou logo avisando, este post está mal humorado, pouco engraçado e recheado de TPM, mas como já estou sendo pressionada antes mesmo de colocar os pés em solo catalão, achei melhor fazer um post (no capricho).
               Sou daquele tipo de gente que quanto pior a coisa começa é porque vem a bonança! E foi mesmo: Hoje é Segunda-feira, 4 de Abril e essa viagem já dá sinais de ser a mais intensa dos últimos tempos. Deixei um pouco do sistematismo de lado e só coloquei uns mapas na mala. Contudo, da próxima vez, juro por São Cristóvão protetor dos viajantes: Vou regular a minha viagem junto com o meu ciclo menstrual! Um mau humor descomunal que não cabe em mim.

¿Porque tanta “mala leche”?

               Se tem uma coisa que não me desce a garganta e que me faz cuspir marimbondo é o tal do mau serviço. Detesto ser mal atendida, tenho pavor de atendentes não solícitos. Sou muito crítica sim, sou exigente e minha saúde sofre com isso, já sei. Minha mãe sempre diz pra eu parar de “cuspir marimbondo” por aí, mas cada um tem uma revolta com algo específico e a minha é com isso. Tenho uma matéria na Espanha que se chama “Habilidades Comunicativas” e nela, estudei que a simpatia, empatia, a atenção, a cordialidade de qualquer prestador de serviço vai contornar possível falta de infraestrutura. Pensem aí, quantas vezes o lugar era chinfrim e você praticamente esqueceu disso por conta da gentileza do atendente?

“Aeroportuando”

               Aaaaah! E quando estou p. da vida, eu jogo praga, involuntariamente, mas jogo. É a tal da energia né? Uma vem e outra vai. O alvo das minhas pragas (impossível não rogá-las a alguém quando se está com raiva) é a Ryanair. Aquela mesmo, companhia low cost já mencionada em outros posts. Antes de falar dessa maldita companhia aérea, gostaria de compartilhar no trecho baixo, que escrevi no aeroporto, como começou o meu mau humor diante dos serviços:

Girona, Sábado, 02 de Abril de 2011

               “Renata começa uma longa espera de duas horas no aeroporto de Girona achando que ia poder “blogar” para ocupar seu tempo enquanto aguarda o voo. Porém, esse aeroporto maldito não pode deixar o acesso livre ao Wi Fi. OK. Estamos em um mundo capitalista, Renata. Quero comprar um crédito por horas: Também não posso nem comprar um crédito como se faz nos aeroportos normais! Só há acesso a área Wi Fi do aeroporto quem tem plano com a Movistar.
(Movistar sua linda, não vejo a hora de me ver livre de você assim que eu botar os pés em terras tupiniquins. Pois é, eu que reclamava da Oi e da TIM)
               Queria “blogar” né? Tenho muitos assuntos para abordar e novidades para contar. Cabeça descansando da rotina e fervilhando na criatividade. Queria fazer um estilo diferente de post desta vez, tornar a parada mais tempo real.
               Quando fui para a Amazônia, em 2007, ficar lá no Pará 35 dias por conta de um projeto da UFF, meu coordenador sempre falava algo do tipo: “Escrevam o mais rápido possível os relatórios , no calor do momento para que a riqueza de detalhes não se perca”. Ele  falou muitas outras milhões de coisas durante o projeto, mas essa levei para a vida e para o que eu gosto de fazer: Escrever. Acho que todo mundo aqui percebeu que o blog não é só meu hobby, eu o levo muito à sério. Com razão, a riqueza de detalhes se perde com o tempo. Como minhas viagens rendem mais de um post, acabo perdendo isso e passei a anotar as impressões legais do momento para escrever aqui. Eu mesma percebo a diferença de quando escrevo um post horas depois e de quando escrevo dias depois: o primeiro sai como psicografia e com insights mais engraçados. Esse mesmo coordenador, hoje meu ex-professor, me ligou hoje pela manhã. Do Rio, ele também está na Europa e se tudo der certo, nossas datas vão se coincidir de estarmos em Berlim. Espero que possa encontrá-lo e dizer que a raiz do meu blog está nos primitivos relatórios que enviava desde Oriximiná. Uma vez, fiz relatório com luz de uma lanterna de emergência no cais do Porto Trombetas (joga no Google e acha!), para não perder esse feeling do momento que era parte no projeto. Assim que puder, vou buscar esses relatórios e fazer alguns posts da época que estive nesse projeto, que foi outro momento ímpar da minha vida.


Porto Trombetas - Oriximiná, Pará (Novembro, 2007)

Mantra desta hora: “Não vou deixar que a falta de Wi Fi me estresse!” Que doença contemporânea se aborrecer por esse tipo de coisa! Se a página não carrega em 15 segundos você quase tem um infarto!”

               Passada essa insatisfação inicial, o funcionário da Ryanair responsável pelo embarque me barrou e alegou que minha bagagem não cumpria os requisitos de medidas para subir ao voo. Eles têm um medidor na entrada, você coloca lá e tem que entrar toda a mala. A minha entrou na conta, como sempre fiz, colocando de cabeça pra baixo e rodas para cima. Irrefutável e irredutível, aleguei que viajei com a mesma mala para Londres – inclusive mais cheia – e nada. Ele fingiu que passava o cartão e que o mesmo não foi aceito. paguei assim, 35 euros em cash para subir em um voo. Como se não bastasse a discrepância de rigor com a mesma mala, enquanto estava tentando argumentar com o atendente outra atendente dizia com pressa: “Temos que fechar o portão” ISSO QUER DIZER: Pagar isso logo ou não te deixamos embarcar. Eu, estudante com dinheiro contado pra felicidade germânica fui 2 horas de voo, como diz o outro, “bufando”.

                Reclamar? Reclamar com quem? Low cost não é coberta pelas regras do IATA.

               Comecei automaticamente no voo a fazer contas. Chegando em Magdeburg (cidade perto de Berlim), o avião aterriza em local distinto do habitual por conta de um alerta de perigo como avisou o comandante em inglês. Todo mundo dentro do avião mofando. Começa a chegar policiais de distintos uniformes e permanecerem junto ao avião, se comunicam por rádio, tiram fotos. Começam a liberar a descida de passageiros lentamente, mais carros de polícia e nenhuma satisfação do que estava acontecendo. Saí do avião, fui levada de ônibus junto com os demais passageiros para uma área que também não parecia nada com um saguão convencional de aeroporto.


Recepção aeroportuária

               Minha mala estava ali, encostada de lado junto com outras mais e já tinha a imprensa no local e cordões de isolamento estavam postos. Para sair desse lugar, os responsáveis pelo transfer aeroporto – estação central se dirigiram imediatamente aos passageiros do voo de Girona. Pessoas de grande empatia por sinal. Ainda bem que já tinha comprado o meu! No meio dessa confusão louca, foi só apresentar meu voucher. Percebi que a única estressada era eu enquanto a cara dos asiáticos estudantes do mesmo voo, estavam tranquilas.

Depois disso, consegui ainda pegar todos os trens nos respectivos horários que tinha comprado e chegar no hostal como previ: às 23h.





Fim do primeiro dia, GRAÇAS À DEUS!