Rio Senna, Paris/França - Janeiro, 2010

sexta-feira, 19 de março de 2010






Ontem, dia 18, foi o encerramento do curso com todas aquelas formalidades.
Nooooooossa, que cruel que foi. Eu não parava de chorar.
Fizeram vídeo de todos, recebi uma carta da minha turma com desejos pra mim, recebi uma cartinha da Mari, uma japonesa.
Meu Deus, eu não parava de chorar! Eu abraçava e chorava.
"Those were the best days of my life..."


Na foto: Suzana e eu. É muito amor gente! tem como não chorar?


Antes da bebedeira de Saint Patrick's day , saímos "de bob's" pelas calles. Fomos à uma chocolateria super tradicional da cidade que se chama Valor. Na chocolateria Valor eu também encontrei um caco de vidro no meio do meu brownie !

Lógico que eu não paguei o brownie depois disso né...
Na foto: Jaqueline ( nossa querida alemã!) , Lili ( "beagá" como eu), um pedaço do Jarred (nosso querido americano que faz cerveja em Utah!) e eu.


Dia 17 de Março, Quinta-feira foi dia de San Patricio, patrono da Irlanda, mas em bares de todo o mundo há comemoração. Em Logroño, não seria diferente.
Todo mundo de verde e bêbado. Eu também não estava diferente!
Eu inclusive, ganhei um chapeuzinho muito bonitinho de uma irlandesa!
Confesso, mãe, eu roubei uma caneca enoooooooooooorme do bar pra guardar de lembrança!
Na verdade, eu andei guardando no meu casaco os "chupitos" (copinho) das doses que andei tomando por aí.
Essa bagunça toda me rendeu uma boa dor de cabeça no dia seguinte.

Essa semana também conheci mais uma gaúcha, a "Fofa" e fizemos uma roda de chimarrão na habitação da Adri, que é a gaúcha que eu convivi nesses 3 meses.
A Adri não parava de dizer que sentia falta do tal do chimas, apresentei as duas e o tal do chimas foi motivo pra "una cita" (uma reunião) e reunir todo o passillo (corredor)
Na foto, eu, super relaxada tomando um "chimas", enquanto tinha que terminar de montar uma empresa pras 12:15 do outro dia. É claro que a empresa saiu e foi possível concluir meu trabalho e apresentar na aula de "Español de los negocios", mas é claro também que neste dia eu não dormi nada cedo.
PS: Fiquei feliz de saber que uma das músicas que eu sempre gostei dos Engenheiros do Hawaii, é o nome da erva que faz o chimarrão.

Muita coisa na vida da gente, não? rs

"Ilex paraguariensis..."



E fazer nada é junto é uma beleza!
Foi uma semana intensa.
Eu descobri um prazer que foi tomar o sol de 17º deitada na grama! Estava me achando em Geribá! Estendemos (é, porque sempre vira prazer coletivo) cobertores na grama para ficar junto, comer alguma bobagem e jogar conversa fora.

Na foto: Chico, Lara, Kathy, eu e Adri.

"Those were the best of my life..."



Diferente do final da semana passada, hoje, Sexta-feira, meu dia de "conversar com meus botões", minha habitação acorda uma zona. E acordo também com o Warley batendo na minha porta para se despedir de mim. (Ainda bem que eu estava com muito sono a ponto de não processar que era uma despedida)

Confesso que só por essa Sexta-feira eu não gostaria de conversar com meus botões. Por hora, essas tantas conversas com meus botões já está virando uma auditoria da minha vida. E toda vez que eu paro e penso que eu volto pro Brasil no dia 31, me dar uma dor imensa.

Mas limpar a casa, é fato, vou ter que fazer.

Hoje é feriado aqui, alguns já retornaram ao Brasil.

As despedidas já se iniciaram há uma semana. No final de semana passado cozinhei pra galera, Sábado e Domingo, na minha habitação e durante a semana, nada mais se fazia a não ser ficar junto, nem que fosse para fazer nada.


Na foto, Lili, Adri e eu. Parte da galera que veio jantar!

Ao final da semana



Escrito em 12 de Março de 2010

"Yeeeeeeeeeeeeees! Cheguei ao final da semana sem ter que dar aquela arrumação na casa.
Disciplina é algo que eu só vim criar agora, mesmo já morando sozinha em Búzios.
Aqui, todas às sextas-feiras é o meu dia de arrumar a casa, limpar banheiro, cozinha, trocar a roupa de cama, lavar roupas e fazer compras para repor pra próxima semana.
Escolhi a sexta-feira pra finalmente criar um dia para dedicar a isso. Me recuso a ter que ir ao supermercado durante semana. Mercado é só uma vez na semana.
Essa semana meu dia de faxina passou para o sábado, já que estive doente esse semana e incrivelmente eu cheguei ao final da semana com a pia limpa, armário arrumado, lixo recolhido, itens de higiene e beleza ainda organizados no armário do banheiro, roupas sujas em uma só sacola e todos os casacos de inverno em seu devido lugar.
Que beleza!
Mamãe, morra de orgulho de mim!
Gosto das sextas-feiras porque, particularmente, eu acredito que a gente tem que ter um dia pra “conversar com os botão da gente”. Um dia pra refletir, um dia pra reparar na gente, na semana que tivemos."

Na foto, eu, em meu momento de novo prazer que eu descobri aqui: Deitar no sol de 17º !

sábado, 13 de março de 2010

Sin fuerzas para volver.





Texto escrito em 6 de Março:

"Hoje eu me peguei comendo uma lasanha inteira com pão. Comer tudo com pão é um costume espanhol e francês também e não sei cargas d’água eu estava comendo desse jeito hoje.
Hoje eu me peguei arrumando tudo, observando minhas coisas nos mínimos detalhes e limpando de forma metódica como faço na minha casa em Búzios. Fazer isso é uma forma de terapia para mim. No dia que eu estou fazendo isso-batata!- estou fazendo faxina mental, tomando decisões, aparando arestas, refletindo para chegar à alguma conclusão.


Enquanto arrumava minhas roupas no armário, cheirei um casaco, meu primeiro casaco para inverno rigoroso, aquele casaco que eu ainda me achava muito estranha com este amontoado de roupa. Esse mesmo casaco tem o cheiro da Renata que chegou na Espanha. Uma Renata com olhos de criança-uma Renata que só conseguia se comunicar em inglês no aeroporto de Madrid.


Depois de 2 meses fora do Brasil: Quem é que mexeu no meu paradigma? Essa é a minha pergunta.

Eu não me lembro de morar fora de um lugar tanto tempo e ter que voltar.

Sinceras desculpas a quem lê isso, mas eu estou reclamando de que? Eu moro em Búzios, tenho uma bolsa no Brasil, tenho pais que me amam, amigos que gritam de saudade e eu estou aqui... e sem vontade alguma de ir embora.


Nem do frio eu reclamo mais. Já me acostumei ter os dedos gelados e a essa cor branca sem bronze.


O que mais me dói não é voltar pra pátria amada, é deixar interrompido um processo de crescimento que ainda não terminou. É deixar os melhores amigos que fiz em 3 meses, é deixar os almoços e conversas profundas com meu vizinho de habitação Warley, é deixar a Lilian sair da porta de frente sem ter mais comigo chorar as pitangas de pijama, é não ver mais a Adri todas as tardes e roubar KitKat, é não poder mais tomar café e mais café com o Pablo (essa doeu!), é não poder ter chinesas amáveis para abraçar todos os dias pela manhã, é não ter Taku e Arden para para ensinar “palavrotas brasileñas” é não ter ninguém me apurrinhando para bailar samba, é não ter ninguém para levar uma invenção gastronômica que acabei de criar na minha habitação, é não ter reunião no corredor já que todos os vizinhos resolveram sair de suas tocas, é não viver mais nada deste sonho... rs.



Escrevo... E arrumo os cachecóis de maneira perfeccionista e diferente da última vez.


Esfrego o chão do meu banheiro com tamanho perfeccionismo enquanto converso seriamente com meus botões. Enquanto tento tomar decisões - boas diga-se de passagem - equilibrando a razão com a frieza de que eu também nasci pra ser feliz não só para cumprir obrigações."

Na foto, eu e Mei Li, em um almoço chinês que ela preparou com muito carinho pra mim!