Rio Senna, Paris/França - Janeiro, 2010

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Os dias que se seguem sem computador

Esse texto foi escrito em uma Quinta-feira, dia 02 de Dezembro, em folhas de caderno já que, a falta de computador persistia.

"A verdade é que eu fiquei uns dois dias fora de área de cobertura.
Só levantei da cama para tomar um banho e ir para a aula.
E agora, as 4 da manhã ouvindo Engenheiros do Hawaii, resolvi apelar pro papel (é, pro papel, pois eu sigo sem computador).
Estou com muita raiva de estar sem computador. Não só porque tenho que ir na lan house que tem horário para fechar, mas porque deixei de fazer um trabalho por conta disso. O que me deixou furiosa de transmitir uma imagem de relapsa ao meu professor. Ou então, explico para ele meus problemas pessoais que tenho passado e ele me dá mais um prazo.

A falta do computador até que um mês depois eu não vejo como o mesmo grande problema que eu vi no momento: eu comecei a ligar mais pra Carol e ter conversas com as pessoas e já estou no meu 2º livro em espanhol! ("Saia da internet e vai ler um livro!". Um mês depois eu posso falar assim em vista que meu coração parecia que ia parar. Obra divina! Eu já estava começando a me controlar com o uso da internet, deletei meu FB por um tempo, respondendo mensagens pessoais só aos finais de semana, mas Deus quis que eu tivesse algo mais forte: PAU! O lap top deu PAAAAAAAU!

Haja valeriana para me aguentar!

Superada a fase de revolta inicial, comecei a contornar e me organizar para usar a internet extremamente o necessário.
Nesse interim descobri que o Twitter é "o melhor que tá tenu" que é só xingar a galera que eles te tratam bem (Banco Santander e a Dell que o digam!).

Voltando, as que me perca.
O pior das últimas semanas ainda não foi a parte do computador, foi a parte em que eu comecei a desconfiar que a parte feminina do casal que me alugava o quarto, estava com ciúmes de mim.

AFF! Mais essa pra minha cabeça tão cansada com já e só 23 anos.

Pensei em ir pro Brasil e voltar, e quando voltasse olharia com bastante calma um novo lugar para morar. Até que a criatura começou a me infernizar com atitudes infinitamente pequenas de implicância. Aí eu decidi que não podia perder mais um segundo e deveria começar a buscar um novo lugar pra morar tão rápido pudesse.

Lá vamos nós de novo: eu e meus 70 kg de bagagem que vieram do Brasil.

O estopim foi quando em um belo dia, a criatura que me dá ódio só de lembrar, chegou em casa, nem colocou suas bolsas no quarto e já foi chamando daquele jeito que toda mãe sai gritando as crianças quando chega em casa e tudo está uma merda.
Me perguntou em  um tom furiosos se havia algo me incomodando. "Pois é claro - eu respondi - o tom que você está falando comigo." Batemos boca sobre o modo como ela vinha se dirigindo a palavra e blablabla...
Mais a noite, a parte masculina do casal vem até mim e pede gentilmente que eu saia no dia 1º.
Desde dia em diante até o dia que eu saí, dia 28, eu só dirigi a palavra a ele e nem "bom dia" dava a ela.
O sujeito inclusive estava preocupado onde eu ia morar, como eu ia fazer. (Ele conversava mais comigo quando ela não estava em casa).

Como ia fazer???? Do mesmo jeito que fiz sempre desde que saí da casa da minha mãe a primeira vez: correr atrás, pegar as malas e FUI!

Dei graças a Deus que já tinha acertado com uma outra mulher, equatoriana que vive com a mãe e uma portoriquenha. Não é onde estou morando hoje, mas antes de me "expulsarem" eu já tinha ao menos, uma carta na manga.

Isso ocorreu por volta do 17/18, seguiram 10 dias sem eu sair do quarto para não cruzar com a despeitada. Só saía para ir a faculdade, fazer comida só se não tivesse ninguém na cozinha.

Estou morando duas quadras adiante. Moro com dois médicos peruanos que fazem especialização e uma colombiana que quase não a vejo.

No meio desse vulcão me aparece uma amiga que tava pevista para chegar, mas chega roubada e me mandam um e-mail dizendo que minha vó teve um AVC. OK! Ainda consegui estudar para as provas, por que isso eu fiz de madrugada com as minhas anotações em sala de aula. Agora, quanto ao trabalho sobre "Low Cost"... é, vou fazer algo pro próximo quatrimestre, algo para recuperar essa nota e decidi que não vou me estressar por isso. Porra! Não deu! Pronto! Paciência!.



Depois de reunir minhas forças e fazer minha mudança em um Domingo nublado de eleições catalanas, decidi ficar fora de área - como mencionei no início deste post. Mas... antes disso deixei uma mensagem simpática na geladeira me apresentando com um tom cômico que me restava e disse que se não me vissem não era porque sou anti-social, mas porque era uma semana de provas/trabalhos.

Até foi. Mas a mensagem foi um desculpa até eu voltar pro eixo.Passei 2 dias dormindo, só levantei para ir a aula.

No final do 2º dia, organizei os livros. No 3º dia, eu decidi fazer algo por mim mesma e fui fazer compras, sair do meu quarto sem medo das novas caras, fazer comida, organizar meu espaço na cozinha e ir pra faculdade.
Cheguei da faculdade e terminei de organizar e limpar meu quarto. Pronto, já tem minha cara. Vivo melhor assim, só não sei até quando."

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

¡Felices cumpleaños!

O texto abaixo foi escrito no dia 19 de Novembro de 2010:

Desde que saí de Logroño venho imaginando o que vou escrever no blog sobre o meu aniversário.
Esse lap top que me emprestaram não é lá uma Brastemp, toda hora se apaga e fica osso de começar a escrever e parar. É chato interromper meu limbo artístico! Rs.
Para início de post, quero dizer que meu cumpleaños foi muito bom. 
Infinitas vezes melhor do que a coisa mais básica que eu tenha imaginado para o meu aniversario deste ano. Pensando bem, no aniversario deste ano, eu nao havia imaginado nada, só quería ir para Logroño (porque gosto mais de lá do que de aqui!) e pronto.
Passei com meus novos amigos (leia-se menos de um ano que me conhecem e vice-versa), uns já conheço desde a outra viagem e outros que conheci há um pouco mais de um mês.
O que importou foi que todo mundo que esteve comigo de Sexta-feira à Terça-feira de manhã (quando cheguei em Barcelona) me fez sentir muito bem. 
Atenção, carinho, alegría, mimos.
Noooossa, isso soou mega importante para quem não mora no seu país, não tem amigos na nova cidade que mora e já aceitou que seu aniversario ia ser um fiasco né? Porque, supomos que quem vai fazer a diferença no seu dia vai ser quem já está na sua vida há mais tempo. Ledo engano, teve gente que nem SCRAP no Orkut mandou.
Enfim… isso não vem ao caso. Não vem mesmo, nem me importo mais, não sofro mais por isso e nem fico na paranóia. 




A outra parte legal do meu aniversário foi a tal “cata de aceite” que inventei de fazer na Rioja Baja.
A cata de aceite ou degustação de azeite deve estar soando muito estranho para você que está lendo isso. Para mim também soou quando comprei o bilhete, paguei 18 euros e não fazia idéia de onde tava me metendo, mas estava decidida que no meu 23º eu ia fazer algo além de acordar alcoolizada no dia seguinte.
Já expliquei aqui em algum post que La Rioja é “terra com nome de vinho”. A provincia é conhecida por isso. Chegue em uma boa loja de vinos e peça um “Rioja”, eles vão saber do que você está falando.
Enfim, eu sigo a “Oficina de Turismo de La Rioja” no Twitter ( @lariojaturismo) e desde a minha outra viagem estaba ansiosa para ter uma oportunidade de realizar as atividades que eles proporcionam e muitas delas relacionadas com o vinho, que digamos, é o carro-chefe da provincia.
Existe uma rota que se chama os 5 sentidos de La Rioja, para o azeite criaram a “El 6º sentido de La Rioja”.

Eu, como pessoa que trabalha na área do turismo, o que me interessa mais são destinos alternativos, rotas exclusivas e turismo sustentável (e acho que é por isso que não me apaixonei por Barcelona ainda) e decidi que meu aniversario seria a hora. 
Afinal de contas, além de ser meu aniversario, eu andava muito estressada aquí e precisava de algo para oxigenar meu cerebro e minha criatividade.
Antes de optar por essa rota esquisita (ha-ha-ha) eu tentei ainda pegar um tal de VINOBUS onde você também paga e sai degustando vinos bodegas a fora, mas não tinha mais vaga.
Beleza, comprei o tal bilhete para a tal rota. E o legal, que eu vim descobrir, que não acontece por exemplo todo Domingo, essa programaçao é variável. A oficina de turismo elabora um calendário com um tanto de rota diferente. (A próxima que quero fazer é caçar e coletar trufas!).
Volto a repetir, eu nao fazia idéia do que me aguardava na tal degustação de azeite, mas pensei que pelo menos ia rolar um pãozinho durante o passeio.


Domingo, 7 de Novembro, acordei na maior dispô, 9 da manhã, nublado, eu já estava de festa em Logroño desde Sexta-feira, pouco descanso, mas tava igual criança em dia de sol para ir no clube: EXPLODINDO CURIOSIDADE E ANIMADA.
Fomos (eu e um monte de gente que eu não conhecia! Ha-ha-ha) num microonibus, um guía e mais dois caras filmando, tirando fotos. Como eu disse, os passeios não são regulares, creio eu que para manter a exclusividade do passeio e para divulgar, eles sempre gravam (ao final de este post vou anexar o vídeo que fizeram!).
Nosso primeiro destino foi ir para Cervera, até lá, 1 h na estrada. Eu comecei a ouvir a explicação, ver as lindas cores do outono pela estrada e…dormi. Uma hora o corpo pede, né?
Cheguei a escutar, ao pasarnos por Grávalos que lá se produz “cava riojana”, cava é o nome dado ao espumante espanhol, ao “champanhe espanhol” erróneamente falando.
A primeira parada foi em uma de cooperativa de azeite. Coisa artesanal mesmo: conheci uma espécie de moenda da oliva que usavam até pouco tempo e decidiram modernizar um pouco. Um pouco mesmo porque foi possível observar durante a explicação que aquilo era algo tradicional e não queriam perder isso. Um velhinho nos acompanhava. 
Contaram sobre a história de que não sei em qual século mandaram cortar todas as oliveiras e plantar amendoeiras porque era mais rentável. Aí os azeites sao feitos de oliveiras centenárias que sobeviveram a essa época.
É importante observar como tem um ar de história na parada. Sempre!
Além de querer conservar o aspecto mais tradicional da produçao de azeite, eles também tinham preocupaçao ecológica que não me lembro agora qual era justamente porque ainda estava meio sonolenta e fazer visita técnica, em español, Domingo, no frio, meio de ressaca, tava me cheirando um programasso… de índio! Até esse momento.
De qualquer forma, eu tava tentando prestar o máximo de atenção para compensar o que tinha pagado e aprender algo interesante, eles são tão assim, tão só daqui, que vão começar exportação pro México agora. Isso à pedido.
Esse lugar se chama em español “almazara” que é moinho e depósito de azeite.
Na tal “almazara” o explicador dono-sócio-chefe do lugar me usou de cobaia e tirou direto do tanque de uns 50000 L, um copinho para Renata Eloá degustar azeite.

Peraí meu chapa, cadê o pão? Lógico que eu não perguntei isso, não ia fazer essa gafe e pela primeira vez na minha vida…tomei azeite! Assim, só azeite virado na boca.

De Cervera, fomos para um trujal em Arnedo. 
 
No camino, eu vi meu primeiro pé de maçã. Ai gente, eu fiquei emocionada uai! Tanto quanto vi caju por todas ruas de Oriximiná (Pará), assim podendo comer quem quisesse.
Trujal é também um moinho de azeite ou de uvas, é algo beeeeeeeeeeeeeem mais moderno, cheio das tecnologías.
Arnedo é o nome de um tipo de rocha da região e a cidade é conhecida pela sua produção de calçado. Na cidade, ainda é comum ver casas que tem seus próprias amendoeiras e oliveiras. Magina? Ter um pé de amendoa e oliveira no quintal de casa? Ai gente, desculpa, mas eu acho isso tão out minha realidade tropical e nada agrícola.
Ao chegar no trujal, fomos recebidas pelo “alcade” de Arnedo (alcade é prefeito!) e umas assessoras que não lembro agora como chama o posto delas. Conhecemos as instalaçoes, desta vez, eu gostei mais desta explicaçao, justamente porque me pareceu mais profissional, mais capitalista. Rs.
E fiquei feliz de ter reconhecido um “decanter”, há muito tempo nao o via desde minhas aulas do curso de Química no CEFET.
Vocês sabiam como eles tiram o ossinho da azeitona? Por decantação!
E é proibido pegar azeitona do chão porque já pressupoe que ela nao tá boa.
Nao sei se é só eu que acho antropológicamente interesante sair conhecendo coisas que não possuem muita ligaçao com o seu cotidiano, mas … se não, pare por aquí, por vai começar a ficar “chato”!

Depois destas visitas técnicas, fomos a um lugar para ter uma mini-palestra e fazer a degustação formal de azeite. Experimentei uns 5 a 6 azeites.

Assim como o vinho que possue diversas uvas (Merlot, Cabernet Sauvignon, Syrah, Carmenere...) a azeitona também têm variedades para produzir azeites distintos.


Além da pura degustação, provei receitas "exquisitas" feitas com azeitonas e azeite. A mais interessante foram bombons feitos de azeite! Tipo, o recheio era azeite! Bem, gostoso, mas nada que eu vá deitar no sofá e comer vendo Sessão da Tarde. Ah! Provei um quitute da região que se chama de "fardelejos".

Depois desse longo dia promovendo o turismo cultural-gastronômico, já se pode imaginar o reflexo de tanto azeite no meu estômago... "

Segue abaixo o vídeo:



Tô de volta na área!

¡Hola personas!
Estou no Brasil até o dia 9 de Janeiro.
Já me "arrependi" de ter vindo: essa temperatura tá insuportável e eu simplesmente não consigo me concentrar pra estudar.
Bom, como prometido, vou atualizando durante as "férias" meu blog que durante o tempo em que estive sem computador, fui escrevendo no papel.

Beijos repletos de caloooor.

domingo, 31 de outubro de 2010

On trip: Logroño - Fiesta de San Mateo e aniversário chinês



Hoje vou atualizar dois posts já que no próximo final de semana é meu aniversário e estarei no "rincón de mi corazón", Logroño. Chegarei de Logroño, cheia de novidades como sempre, até porque vou fazer uma rota de degustaçao. Estou animadíssima!
O post a seguir foi escrito no dia 20 de Setembro, assim que eu cheguei de Logroño pós festa de San Mateo. Nao postei antes, por motivos sistemáticos: Nao atrapalhar a ordem cronológica das coisas!
 Aí vai...


"É inevitável bater uma depressãozinha pós viagem depois de um final de semana intenso com pessoas queridas, fazendo novos amigos e acontecimentos tão contrários à rotina.

La Rioja, terra marcada pela tradição do vinho, em sua capital, Logroño, deu-se início no último 18, as festividades de San Mateo que levam o sobrenome de "Fiesta da Vendimia", dada pela proximidade das datas com a colheita da uva.
San Mateo que não é o patrono da cidade e sim, San Barnabé, pude observar que as manifestações de caráter popular - que duram uma semana - têm por mim o alvoroço comparado ao Carnaval brasileiro.

A cidade pára. Saem todos pelas ruas - crianças, jovens, senhores de idade - é uma alegria só!

Festas de interior, para mim, é algo muito interessante.
Gosto de observar as tradições alheias (agora na Espanha, então!) e além de beber e comer, realizo algo 'cultural e antropologicamente interessante'.

Como se não bastasse a tal Festa de San Mateo - considerada a festa do ano - para movimentar o meu final de semana, foi aniversário de duas amigas chinesas. Isso mesmo, chinesas - Suzy e Ana.
Suzy e Ana são os nomes ocidentais que elas adotam, porque logicamente, é impossível compreender e dizer com tanta naturalidade, o nome delas em chinês.

"Seguir viagem...tirar os pés do chão!"

Apesar de dar início ao post falando sobre a Fiesta da Vendimia, a razão para eu sair de Barcelona foi o tal aniversário chinês.
Fiz as malas na Sexta-feira com aquela emoção de sempre: Colocar coisas na mochila, preparar as pilhas pra máquina, preparando o alto astral, imaginar como vai ser...
Eu estava mal - humorada na Sexta-feira a noite por causa de algumas coisas, mas sabia que ao pegar as malas e partir, ia me deixar levar... Sempre funciona!

Saí de Barcelona ainda na Sexta-feira à noite depois da aula.

Presenciei um assalto dentro do metrô de Barcelona a um senhor com sua esposa.
O meliante tentou pegar a carteira, o senhorzinho viu a tempo, gritou e um monte de gente foi em cima ! Na porta do metrô!
Eu via a hora que todos iam ser cortados ao meio e eu, perder o último ônibus para Logroño.

Se me permitem fazer um comentário: Fiquei muito triste pelo velhinho.
Isso me lembra uma história de um livro que se chama "Assassinatos na hotelaria" em que o casal junta por muitos anos dinheiro para fazer A viagem e muitas coisas saem erradas devido aos meus serviços prestados.
Agora, onde já se viu, Barcelona, Sexta-feira, em plena Estação Catalunya, não ter nenhum mosso d'esquadra?
Essas são as mazelas do Turismo.

Ao ver que a mão do velhinho estava machucada, eu corri pra pegar um band-aid que sempre levo na mochila e dei pra ele.
Ele abriu "mó" sorrisão para mim, não quis aceitar, mas eu insisti.
Bem, acho que depois dessa má impressão de Barcelona, espero que ele fique feliz pelo menos de ter ganhado um band-aid de uma "mocinha".


Ah! Consegui pegar o ônibus depois de correr muuuuuuuito!

Comecei a observar a estrada, por onde passávamos enquanto dividia a atenção com um livro.
Eu gosto de estrada! E vou repetir isso incansáveis vezes , porque eu realmente me emociono!

Nova então, nem se fala... já não era mais a 040 que eu estava olhando, eu estava numa autopista em outro país.
Ao fazer o trecho Rio-BH, eu já nem mais prestava atenção, já sabia de cor.
Pra variar, eu nunca chego em horário normal, cheguei às 5 da manhã, um frio do cão (e ainda não é inverno!) e fui caminhando até chegar na casa das chinesas.

No caminho ainda ensinei a um bêbado pertido onde era a Concept! (Concept é uma das principais baladas de Logroño!)


O aniversário chinês

Não tem coisa mais bonita que chegar de madrugada, cansada e ser recebida com aqueles olhinhos puxados, sorrindo, com a cama pronta pra dormir, perguntando se quer água, comida, se está tudo bem.
Aliás, pra ser bem sincera, eu tenho apreço imenso por gente que sabe receber bem as pessoas, ser um bom anfitrião.
As chinesas, sabem fazer isso muito bem, inclusive.


Meus amigos perguntam sempre como é minha comunicação com elas.
Um amigo, certa vez fez uma comparação bem terrível, mas um tanto quanto engraçada: "Deve ser como eu bêbado tentando falar com meu sobrinho de 1 ano".


Não vou dizer que é fácil minha comunicação com elas, porque não é.
Eu gosto delas, elas de mim, falamos sobre nossos cursos de graduação, nossos países e curiosidades gerais sobre os costumes de cada uma.
Eu me aproximei delas, a princípio, porque meu jeito chamava atenção delas (Não me diga! rs) e depois porque são, principalmente, pessoas muito amorosas, equilibradas e isso eu também aprecio muito.

Eu me abri para os costumes delas e elas para os meus. Ponto. Quando não falamos espanhol, falamos inglês e quando assim não dá, falamos a do coração e a gente se cala.


Pela manhã, depois de acordar, me dei conta que tinha 8 chineses na casa.

Rá! Um barato só!

Já estavam fazendo a comida - era um almoço de aniversário - todos muito agitados, conversando, ajudando uns aos outros.


Agora, imagine você... lembra-se do seu último Carnaval? Aquela casa em Diamantina, Ouro Preto? Aquela cozinha da casa... como ela era e como ela ficou até a Quarta-feira de Cinzas?
Então, a cozinha das minhas amigas chinesas é permanentemente assim.

Eu não entendo como as coisas funcionam com tanta harmonia naquela bagunçaaaaaaa!


Chegaram mais 4 chinesas e a mesa se encheu de comida de todos os tipos.

Éramos 13! 12 chineses e 1 brasileira!

Todo mundo com "roupa de festa", inclusive eu, coloquei uma maquiagem para não fazer feio nas fotos.

Na hora do aniversário, os aniversariantes se levantam, fazem um pedido, como se tivessem rezando de fato e depois cantaram o "Parabéns" em chinês.

Começamos a comer, lógico, fiz questão de comer com os "palitinhos", mas como todos sabem da minha falta de destreza com o artigo, já tinham separado até o garfo para mim. rs
Eu gosto muito da comida que elas fazem, cozinham muito bem e a quantidade de pimenta também é bem pesada.
Sempre que vou comer com elas, compro uma garrafa de suco de pêssego e sempre a tomo quase inteira durante a refeição.
O aniversário durou a tarde inteira e depois fomos para as programações da festa de San Mateo.


Fiesta de San Mateo - Primeiro dia, 18/09


Dei uma fugidinha com a Mei Li, fomos ver "recortadores de toro" . Os recortes que eles falam são as acrobacias e as provocações que eles - os recortadores - fazem para chamar a atenção e/ou desafiar o touro.

O. K. Bacana. A Mei Li me fez gastar 15 euros para ver isso. Não quero mais ver isso na minha vida. Passei 2 horas com medo de algum daqueles rapazes se machucarem - por fim um tomou um chifre no rabo e um monte de gente teve que entrar na arena.

Valeu a experiência.


De noite, as chinesas resolveram fazer uma festa regada a álcool em casa e jogar um jogo que me pareceu o nosso Perfil ou Imagem e Ação.

Orientais para um lado, ocidentais para outro.

Fui "salir de fiesta" com a Deborah, a australiana que eu conheci da outra vez nos cursos de língua e cultura espanhola.

A via crucis começou em um show de uma banda espanhola.

Enquanto as amigas dela estavam frenéticas, tomando o tal do calimoxo (vinho e Coca-Cola) em botellón (garrafas grandes de 2L!) cantando músicas que a gente obviamente não conhecia, dançamos e colocamos a conversa em dia, em espanhol.

A Deborah sempre faz questão da gente conversar com ela em espanhol e não em inglês.

Após o show, fomos para os bares...! Aaaaaah!

Sai, entra, muda de bar!
Steel, Stereo, Absolut, Crocodilo... a tope mesmo estava o Absolut!
Nem passei no People desta vez, que é o meu favorito.

Deixa- me explicar o esquema dos bares em Logroño:
Esses bares são como boates, tem DJ, não paga pra entrar, você entra e fica ali se divertindo, bebendo... só bebendo, né? Porque antes, você já salio de pinchos e se fartou de tapas pela Calle Laurel.
Dança a tope, bebe e se quiser troca de bar (a idéia é ir em vários em uma noite só) e depois das 3, 4 da manhã, vão para a noitada de verdade - que paga! - na Yo Que Sé ou na Concept.


6:45, fim do primeiro dia!

Domingueira logronhense

As manhas em Logroño sao bem agradáveis. Um solzinho gostoso, com aquele friozinho.
Logo cedo, fui comprar minha passagem de volta para Barcelona e acompanhar a Mei, pois ela agora estuda em Madrid e tinha que voltar cedo.
A minha querida chinesa perde o ônibus e na maior tranquilidade compra outro bilhete.

Eu já tinha xingado "a puta que o pariu e os caralho" e é por isso que eu fico perto das chinesas: quanta tranquilidade!
Saímos, batemos fotos na fonte de vinho, tomamos café juntas e esperei a hora do próximo ônibus dela enquanto conversávamos sobre várias coisas.

Detalhe - Cheguei a conclusao naquele dia que eu tenho mais fotos com a Mei Li do que com qualquer outra pessoa na face da terra.

Depois disso, fui "morgar" lá na casa dos brazuca: Marcelo, Humberto e a Gabi.
Fizemos um almoço, vimos Titanic em espanhol e marcamos de sair mais a noite.

De noite nos metemos em uns buracos e levamos também as chinesas - Yolanda e Suzy.
Foi super legal, mais uma vez meu dia se encerrou tarde.
A Gabi me fez companhia dormindo na sala junto com a visita (eu! Que saí da casa das chinesas e fui dormir lá!) até dar a hora de eu pegar meu ônibus de volta para casa.
Pessoas companheiras também ganham pontos comigo! ha-ha-ha.

Dentro do ônibus, nem vi mais a estrada de tao cansada.
Mais uma vez, estar em Logroño foi muito especial e desestressante".



Minha primeira aula de catalão !

O post abaixo foi escrito no dia 16 de Setembro, no dia da minha primeira aula de catalao.
Estamos no dia 31 de Outubro e já andei comentando no Twitter e em algumas conversas com os amigos que tenho aprendido catalao.

Nao pareceu óbvio para alguns o que é o catalao, entao antes que possam ler o post, resolvi fazer uma introduçao:

Vamos lá:
A Espanha é composta de "comunidades autônomas", as comunidades autônomas de "províncias".
Para mim é um pouco difícil fazer analogia dessa organizaçao territorial com o meu país que é simplesmente dividido em estados. No meu entender, as províncias se equivalem aos nossos estados no Brasil. No meu entender também, (posso estar falando uma bobagem! Depois lerei isso direito no Wikipédia) essas comunidades autônomas surgiram de uma questao de identidade cultural e casamentos entre reinos em tempos passados.... sei lá!
O idioma oficial da Espanha é o castelhano - tradicional espanhol como conhecemos. Além do castelhano, existem 3 línguas, chamadas co-oficiais : o galego (Galícia), o euskera (País Basco e Navarra) e o catalao (Cataluña).
Nestas comunidades autônomas que mencionei acima e que há os idiomas co-oficiais, existem movimentos de independência, ou seja, querem se separar da Espanha e blá blá blá...  
 
Todo mundo aqui já ouviu falar do ETA né? Eles sao lá do País Basco, movimento separatista, mas que nao recebe apoio do próprio governo por se tratar de fazer atentados.
Estive no País Basco (em San Sebastian, lindíssima!) e eles, na minha opiniao, é os que mais fazem mais questao de dizer que nao fazem parte da Espanha. Nao sei se alguém reparou na Copa, mas eles, inclusive estavam torcendo para a Holanda.
Enfim...
Eu moro na Cataluña. A Cataluña tem várias províncias , uma delas de mesmo nome que sua capital: Barcelona.
Por aqui, tudoooooooo está escrito em catalao na rua!
Fui na biblioteca pegar livros, os avisos todos em catalao e sem castelhano embaixo ( o que na maioria das vezes ocorre!).

Entao, achei cool aprender catalao e ganhar ponto com a galera daqui, já que o orgulho catalao é enoooooooorme. rs.

Bora pro post né?

"Bonita esta foto de Paris, não?

Gosto dessa foto, toda vez que a vejo me dá ainda mais vontade de sair por aí viajando, fazendo e desfazendo malas.

Chegou a tal ponto que eu já faço malas com os olhos fechados. Não sei você, mas toda vez que eu vou viajar é uma excitação ao fazer malas... Ay, me gusta, me encanta!

E Paris, vou te contar uma coisa,...


Hoje, Jueves ('Dijous' em catalão, Quinta-feira para os que falam português), foi o meu primeiro dia de aulas de catalão.

Quando eu cheguei aqui em Barcelona, não tinha nenhuma intenção em aprender catalão, até porque, estudar o castelhano e fala-lo bem, já estava na lista das minhas prioridades.

No meio a tantas buscas de informação, descobri que existe o Centre de Normalitzación Lingüística de Barcelona que através do Consorci per a la Normalitzación Lingüística oferecem aulas de catalão grátis para os estrangeiros. E oferecem também aulas de castelhano grátis.


Óbvio, o meu perfeccionismo me ordenou a fazer inscrição no castelhano - que foi mais difícil achar vaga - e o meu interesse repentino, no catalão.

Já dizia na minha terra: "De graça? Até injeção na testa!"


Na minha primeira aula, óbvio também, cheguei atrasada.

Me perdi nas infinitas linhas e cores no metrô.

Aqui, parece que todas às vezes que eu cheguei atrasada, eles fazem questão de me dizer a hora que era pra eu ter chegado sem nenhuma cara de simpatia. Foi assim no dia da academia com o instrutor, no dia da apresentação da faculdade e hoje...

Dá vontade de dizer: "Mira una cosa meu filho, eu cheguei em Barcelona há quase um mês e há quase um mês eu não durmo direito por causa do meu fuso de 5 horas de diferença de vocês, dá pra dar um desconto? ? ?"


Cheguei atrasada, mas logo peguei o que estava acontecendo, as anotações e por sorte minha, uma dupla simpática para fazer os exercícios (Aaaah! Aula de língua é assim mesmo, hacer las cosas en parejas!).

Maria de Soledad, proveniente da Galícia, aquela parte daqui da Espanha que faz divisa com Portugal.

"-Amém, se eu precisar falar português, com certeza que ela vai me entender!" - foi um pensamento imediato, porém desnecessário.

Aprender uma língua nova - no caso o catalão - a partir de uma língua que também não é a minha materna, não me pareceu nenhum bicho de 7 cabeças.

Aliás, me pareceu duplamente produtivo! Quando minha professora não está falando catalão, esta falando castelhano!

Ótimo. Assim eu vou seguindo!


Bona tarda a tots i fins aviat!*


*Boa tarde a todos e até logo!"




domingo, 24 de outubro de 2010

A convivência com gente estranha.

-Na semana passada meu laptop estragou, computadores aqui na Espanha nao tem o "til", ou eu ainda nao achei neste teclado o "til"-

A minha convivência com gente estranha está melhor do que eu poderia imaginar.

A mudança
Aliás, antes de falar da minha convivência, vou comentar do meu dia da mudança:
No dia da minha mudança, a senhora a qual eu estava em sua casa me deu um número de uma companhia de táxi. Esse motorista foi simpático ! Me ajudou e me deu muitas dicas sobre a cidade.
Nesse dia eu já estava mais esperta: Antes dele chegar, eu já tinha descido as malas os 5 andares sem elevador.

Antes de pensar em chorar com o tanto de bagagem que mais uma vez eu ia ter de deslocar, eu lembrei que só em 4 anos de Rio de Janeiro, eu me mudei 8 vezes. Uma só vez contei com a ajuda do meu pai, uma vez me mudei de carroça com dois menores dirigindo um pangaré por 30 reais,  já desmontei e montei cama e armário e já desfiz de uma casa inteira quando voltei pra BH. Eu tava com medo de 70 kg, porque hein?

Nesse dia, eu fiz três viagens: 1 de táxi para levar 2 malas com livros e sapatos e duas viagens de metrô para levar o restante.
Sem comentários sobre o meu estado físico depois disso...

A convivência
Essa história de morar com gente da minha idade, ainda bem, caiu por terra quando não encontrei moradia na época.

A Oana e o Andrei, os dois têm 33 anos, sao da Romênia e sao eles quem alugam o quarto para mim.
São super bem organizados, limpos, solícitos e mais, eles me oferecem uma estabilidade que preciso neste momento: regras na casa, têm suas vidas, seus trabalhos.

Há também a Saerom Kim, da Coréia do Sul, que tem 22 anos lá e 21 aqui - na Coréia do Sul eles contam os meses da gestaçao. Ela veio para cá estudar espanhol.

Com a Saerom, eu nao converso muito por duas razoes: Primeiro porque ela nunca está em casa, segundo porque ela nao fala direito o espanhol  quando tenho que falar com ela, falo em inglês, ela entende melhor, mas nao é nada que facilite a gente bater altos papos.
A Oana tagarela comigo aos finais de semana quando o Andrei nao está, ela sempre pergunta do meu dia. Fofocas femininas: homens, roupas, menstruaçao, academia,...
O Andrei e eu conversamos pouco (até porque no meu país as mulheres sao tao loucas de ciúmes que eu acho que nos outros também deve ser, entao, evito demasiado contato), e ele é sempre atento se preciso de algo ou se me incomodo com algo (televisao alta, som alto, ...).

Há muito respeito e bom senso, entao, nesses quase dois meses tudo tem dado certo.
Aliás, o bom senso também conta com uma regra: Depois das 23h proibido barulho, sem tomar banho, sem mexer na torneira da cozinha e nada de salto alto!

Um dia até fizemos um jantar juntos: a Oana fez uma ensalada rusa adaptada na Romênia e que é servida nas festividades, um arroz que tinha kani (Salve meu primo Ernani que é doido com isso!) e um patê de beringela/berinjela (as suas grafias já sao aceitas no Brasil segundo o Wikipedia, rs). A Saerom fez uma omelete cheio de coisas que eu nao faço idéia do que sejam plus algumas pimentas.
(Eu particularmente depois que arrumei muitas amigas chinesas em Logroño, fico vidrada com as comidas daquele lado de lá.)
 
Eu? Ah, eu nao fiz strogonoff gente! HA-HA-HA.
Fiz brigadeiro, enrolado e tudo mais.

No próximo post comentarei sobre as aulas de catalao que estou fazendo.
Sim, eu estou aprendendo mais uma língua e de graça ainda por cima!

Fins Diumenge! *

* "Até o próximo Domingo!" em catalao.





terça-feira, 12 de outubro de 2010

Buscando un piso

Antes de começar a relatar a via-crucis que foi encontrar um lugar para morar em Barcelona, gostaria de contar algo interessante que encontrei essa semana (já que falei tanto de táxi da última vez! rs.): Os táxis de Búzios agora têm Twitter e site próprio (@buziostaxi , http://www.buziostaxi.com.br/ ) e estão estudando junto com o prefeiro (@mirinhobraga) possíveis mudanças.

Olha que legal! Ponto pro balneário!

Enfim, achei justo comentá-lo!

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Falando em via crucis...

Como disse no último post - "próximo desafio: encontrar um lugar para morar em Barcelona" - próximo desafio mesmo, porque encontrar um lugar para morar em uma cidade que você não conhece, não tem referências seguras, não fala tão bem o idioma quanto desejaria pra enfrentar com segurança esse tipo de situação, não tem idéia de como é a cultura ou os gastos locais...

A vida boa de ar condicionado e ótima habitação teve deadline até a Sexta-feira (27 de Agosto), ou seja, eu tinha 3 dias para encontrar um novo lugar para morar e ponto. Eu não ia pagar mais diária nenhuma em hotel nenhum.

Na Quarta-feira, 25 de Agosto, foi impossível acordar antes das 15h.
Aquele banho gostoso, aquela cama de casal e aquele ar condicionado... (já deu pra perceber o meu prazer com ar condicionado né?! rs) colaboraram para me recompor depois das minhas últimas 24 horas em trânsito.

Na Quinta-feira, 26 de Agosto: Corpo mole zero.
Acordei cedo, corri e 9h parti em busca de um piso .

Compartir piso

O aluguel por aqui é muito caro - com crise então! - as pessoas não se dão ao luxo de ter quartos vazios em seus apartamentos, portanto, é super normal alugar um quarto dentro da sua casa para uma pessoa estranha. Isso se chama compartir piso , em português seria como dividir apartamento.

Agora que todos os meus leitores sabem o que é o tal compartir piso, posso começar a contar a minha via crucis...

Bem, até a parte de alugar um quarto e conviver com gente estranha, tem algo no meu país que se assemelhe: uma república de estudantes, pensão.
Cheguei com a expectativa de encontrar algo parecido para morar, me enturmar e ser feliz na Barcelona.

Primeira coisa que eu fiz, na verdade, foi saber onde era a minha faculdade e me localizar no mapa, depois disso eu ia saber a distância até cada uma das moradias que tinha pesquisado.

(Minha faculdade está no Passeig de Gracía, que hoje eu sei que é o "centrão" turístico de Barcelona: Gaudí para todos os lados, ônibus turísticos a todo momento, Gucci, Louis Vitton, Bvlgari, e por aí vai...)

Segunda coisa que fiz foi pesquisar em sites as ofertas.
Sim, eu estava procurando pisos em sites dedicados a isso. Parece coisa de doido, mas não é.
Há inúmeros sites de busca para pisos em todos os cantos de Barcelona. A prática é tão comum que eu me senti como no Mercado Livre: tudo quanto é tipo de piso, companheiro, valor, bairro, "muquifo", "barraco"...

"A odisséia"

Quem já leu no primário esse livro que conta da longa viagem de Ulisses - que durou 10 anos - de volta a Ítaca, depois do fim da guerra de Tróia?
Bem, odisséia hoje se refere a qualquer viagem longa, pois bem, eis aqui a minha.

OK. Agora é bater perna né? Eu, meu mapa, minha garrafinha d'água, óculos de sol e claro, meu protetor solar.
Não saí do Rio de Janeiro pra ter CÂNCER DE PELE na Espanha. (rs).

Andei muito, vi de tudo.
Me recuso a comentar, com riqueza de detalhes, o que eu encontrei antes de pegar o lugar onde moro hoje.
Meu Deus! Uma galera que viaja nos preços!
Rá... e o quarto sem janela para uma casa de 10 pessoas?
Onde já se viu quarto sem janela gente? E o preço? Melhor não comentar a especulação imobiliária barcelonesa.

Teve um cara, um cubano, que eu fui olhar o piso dele. Ao entrar, ele me pediu desculpas pela casa estar uma zona, mas era porque ele tinha se mudado recentemente:

-Ah, tudo bem, mas quando você se mudou?
- Em Junho.

Pelo amoooooooooooooor de Deus! Sua casa tá uma zona até o dia 26 de Agosto? - Foi o que pensei - Isso não vai dar certo.

Depois de olhar uns sixty billion pisos, QUASE, fiquei no apartamento desse cubano, porque apesar de não ser organizado e ter um gato e ter também bolas de pêlo e poeira rolando pelo chão, me parecia boa pessoa.
Ah! E tinha também uma mania ecológica com a água fria que saía durante o primeiro minuto do banho: todos tínhamos que guardar essa primeira água para jogar nas plantas ou para limpar o chão da casa.


Por sinal, nem ele estava fazendo isso.











Pausa pro riso. Pode rir, é engraçado depois que passa!
(Não sei você, mas eu estou rindo muito disso AGORA, porque na hora eu quis chorar!)

Meus caros amigos, vocês podem acompanhar que o meu grau de expectativa realizada foi zero!
A tal moradia que eu gostaria de ter encontrado, com estudantes da minha idade foi por água abaixo. A maioria dos estudantes estava de férias em suas cidades e não estavam por aqui para mostrar seus pisos antes do dia 15 de Setembro.

Estão lembrando que eu deveria sair do hotel até meio dia do dia seguinte?
Pois bem, na Plaza Espanya, com um sol da PORRA na minha cabeça, eu QUASE sentei e chorei.

Antes de gritar o SuperMan ou o Chapolin Colorado, eu liguei pra uma das últimas opções que eu tinha pegado na internet, já sem esperança de que seria boa, pois o anúncio era bem sucinto.
Fui ver, TUDO MUITO LIMPINHO E ORGANIZADO, bom de preço, 8 minutos à pé da faculdade, bem, aqui estou hoje, Carrer de Corsèga.

Como nada fácil na minha vida... eu não poderia me mudar no dia seguinte, teria que esperar até o dia 1º de Setembro.

A odisséia continua...

Menos mal, mas até lá, onde eu fico?
Bem, aí o amigo de uma amiga minha do Brasil pediu para que uma amiga dele me alugasse um quarto na casa dela, pois era mais próximo do centro de Barcelona do que de onde eu estava.
Lá foi eu transportar meus 70 kg de bagagem.

Por favor, me poupem de falar mal de mais um taxista, tô de saco cheio.
Porque além de me desgastar mais uma vez com essa figura, dessa vez uma mulher, me desgastei com a recepcionista do hotel que não me chamou quando o táxi chegou e o taxímetro começou a rodar...

Tá achando o que fia? Que tá em BH? Que o taxímetro é ligado na porta quando você bota o pé no táxi? Ledo engano...

-Este táxi es mío? (10 horas da manhã)
-No lo sé!

Como "No lo sé" sua ANTA? Você ao trocar de turno, não se intera com seu colega do que ocorreu? ? ? Não tem um caderninho aí na sua recepção que anota tudo? Ainda mais táxi! - foi o que pensei, não disse porque meu nível de espanhol ainda não me permitia bater boca com alguém (Rá, já bato boca em espanhol agora! rs.) e o taxímetro a minha espera rodava em EUROS.

Porém, há um fato que eu tenho que comentar é: OS CINCO ANDARES QUE EU SUBI COM MEUS 70 KG DE BAGAGEM SEM ELEVADOR.

Sem mais, essa hora eu queria chorar de verdade!

A senhora que me alugou o quarto mora na Ciutat Vella que é o bairro gótico daqui de Barcelona, ou seja, as construções são muito antigas (aliás, eu tenho a impressão que Barcelona é toda antiga, isso eu não gosto, eu gosto é de prédio novo pra morar! Prédio antigo é pra tirar foto, desculpem-me.).
Aqui, segundo me explicaram é assim:

-Planta baja, que seria o nosso térreo;
-Entre pisos, que seria o nosso 1º andar;
-Principal, que seria o nosso 2º andar.

Depois disso que começam as outras plantas, ou seja, andares. O 3º andar aqui é o 5º, deu pra entender?

Até aqui, deu pra relaxar um pouco até o dia 1º de Setembro.
No próximo post, comentarei da minha ousada empreitada em conviver com as pessoas estranhas. (rs.)

Hasta!

domingo, 3 de outubro de 2010

Barcelona, aquí estoy yo!

Ao chegar em Barcelona, na tarde de Terça-feira, 24 de Agosto, por mais que eu tivesse me precavido, me planejado, me orientado... eu não saí 100% ilesa de ser aproveitada por alguém que sabe que eu sou "turista", que sabe que eu não falo bem a língua, enfim...

TAP

Minhas malas, chegaram todas... inclusive sem cadeado.
Arrumei um barraco na porta da TAP meio em inglês, meio em espanhol.
Eles me deram um correio eletrônico da empresa para onde eu deveria encaminhar minha reclamação.

Você recebeu alguma resposta da TAP até hoje? Algum pedido de desculpas ou explicação da companhia?
Eu também não. Não me tiraram nada da mala, mas...alguém me explica porque elas estavam sem os devidos cadeados que coloquei?

Aaaaaaaah! O grande mistério das malas sem cadeado só foi solucionado pelo meu professor de Transporte de pasajeros e também consultor da Iberia, Carlos García (e também argentino, que fala português e acha o máximo comentar do Brasil na sala de aula).
O lance das malas, segundo o meu professor, é o seguinte: É um procedimento normal abrir malas provenientes de países tropicais por causa de comida e outras coisas. E é também obrigação da companhia colocar um papel dentro dizendo que a mala foi aberta.

(Não encontrei nenhum papel informando da indelicadeza de abrir as minhas bagagens!)

Na mesma aula, ele solucionou outros mistérios dentro do transporte aéreo que outra hora comentarei.

TAXISTA

Se tem um serviço que me deixa louca de raiva na Espanha desde a outra vez, é o serviço de táxi.

Ó, me desculpa, eu sou mulher, a minha estrutura óssea não permite que eu carregue muito peso, mas mesmo assim, eu quis sair do Brasil com 70 kg de bagagens e como uma mulher normal - desde que me entendo por gente - esperaria no aeroporto alguém que me ajudasse com elas.

Ainda na tentativa de não ser enganada por profissionais espertos...
(Pausa.
Falo isso porque eu trabalho na área de Turismo há humilde 2 anos e sei o que profissionais do ramo fazem com turistas/estrangeiros/visitantes desinformados. Aliás, essas pessoas não deviam nem ser chamadas de "profissionais" porque isso não é atitude profissional.
Quem paga - literalmente - pela falta de informação, é o próprio visitante.
Portanto, fica a dica, vai viajar, se informe sobre o seu destino!
Como trabalho na aérea, fica visível a minha bitolação por me planejar melhor e não passar por essas armadilhas.)

Continuando...
Ainda na tentativa de não ser enganada por "profissionais" espertos, fui até o balcão de informações, peguei todos os mapas de todos os tipos para me localizar dentro de Barcelona.
O hotel , que fiz a reserva para ficar até encontrar um lugar para morar, era 5 minutos de carro do aeroporto segundo o Google.
A reserva naquele hotel, Etap (da rede Accor, aliás, eu só conhecia o Formule 1 como categoria mais econômica da rede, mas aqui na Espanha e creio que em demais países da Europa, a rede oferece também o ETAP, que pra mim dá igual ao objetivo do Formule 1) teve exatamente esse propósito: ser perto do aeroporto, pagar menos de táxi e depois eu me viraria para levar minhas malas de uma maneira mais barata assim que tivesse tempo para pensar melhor.

Feliz com as minhas super idéias e com o meu super planejamento, fui pegar um táxi dentro do aeroporto e o senhor do táxi NEM SE MOVEU PARA ME AJUDAR. E ainda fez cara feia!
Aaaaaah mas eu não me lembrava deste detalhe!

OK.
Vou abrir uma lacuna aqui para discutirmos sobre táxi:

- Na Novo Rio, rodoviária do Rio de Janeiro, o taxista muitas vezes não carrega sua mala, MAS ALI TEM UMA PESSOA DESTINADA A ISSO, UM CARREGADOR!

- No aeroporto de Congonhas, em São Paulo, eu nunca fui tão bem atendida pelos profissionais do táxi: sorrisos, simpatia, quando eu vi minha mala já estava dentro do bagageiro, me abriram a porta e o motorista já estava ciente do meu destino.
Nesses dois destinos, é possível calcular o valor da corrida antecipado (Por exemplo: São Cristóvão para Botafogo, no Rio de Janeiro saí uns 18 reais!) e o passageiro ainda tem a opção de pagar no cartão de crédito.
Não é de hoje que se ouve histórias de taxistas aproveitadores, principalmente nos maiores destinos turísticos.

-Na rodoviária de Belo Horizonte, minha cidade, não tenho nada pra comentar de "super tecnológico", foi onde me "mal acostumei" a ser bem atendida: o taxista carrega sua mala, conversa com você e ainda te dá informações do tempo, do trânsito, jogo do Galo x Cruzeiro, etc.

-Não poderia deixar de comentar dos táxis de Búzios, onde morei por 2 anos e meio, um absurdo de caro, não tem taxímetro e não há previsão de colocá-lo. Búzios é o tipo de cidade que pra você pagar o táxi um pouco mais barato, você tem que ser "chegado", conhecido ou trabalhar em parceria (por exemplo, se você trabalha em um hotel, chamá-lo sempre para seus hóspedes).

Não sei se repararam, mas esse "negócio de trabalhar com Turismo" a gente fica chato mesmo.
Reparamos nos serviços, criamos a todo tempo maneiras de aprimorá-lo e somos campeões em fazer reclamação nos balcões. Até porque, quem reclama na maioria das vezes, é porque conhece seus direitos.

Continuando...
Quem me ajudou a colocar minhas malas, foi uma mulher que trabalha sinalizando para os táxis.
Enquanto isso, eu perguntei pro senhor quanto era o táxi, ele me disse que era no taxímetro, perguntei se pagaria por bagagem, ele também afirmou que não. SÓ O TAXÍMETRO.

Entrei feliz no táxi.
Quando eu sentei o meu rabo na PORRA do táxi - desculpem-me os termos - o senhor disse:
- É no mínimo 20 euros para sair do aeroporto. Se der menos de 20 euros, você paga 20 euros, se der mais, você paga mais.

Aquilo me subiu uma raiva descomunal. Eu, indefesa numa cidade que não conheço, 70 kg de bagagem, não ia sair fácil daquele veículo.
Antes que minha ira tomasse conta de mim, eu tentei conversar com o hijo de puta madre para saber como funcionava os táxis em Barcelona, porque a partir de agora viveria aqui e que no meu país era de um jeito...
-No vivo en América, vivo en España!

Beleza. Me calei e fui só observando, de vez em quando apurrinhando ele porque de acordo com meu mapa, deveria ser só 5 minutos de carro do aeroporto e se ele estivesse tentando dar voltas comigo pra dar mais que 20 euros, ele ia ver que eu não saí do Rio de Janeiro pra ser ASSALTADA por TAXISTA na Espanha.

E, PQP, seu GPS tá aí, porque que você não está usando até agora, já que eu já te dei o endereço? ? ?
Sinceramente, se eu decidisse comprar briga com esses taxistas da Espanha, acho melhor comprar um spray de pimenta, me inscrever nas aulas de artes marciais, ou sei lá mais o que...
Mais pra frente, vou explicar porque isso não vai ser mais necessário (rs.)

OK. Cheguei no Etap. Paguei 20 euros e ele só tirou as malas do carro e nada mais.
Ainda me disse um abusado:
-Adios guapa!
A porta do hotel ficava mais uns 20 metros à frente.
Ninguém na recepção do hotel - A D O R O essa parte também - e nenhum esboço de gentileza ou compaixão pela minha pessoa ou pelos meus 70 kg de bagagem.

Gritei um HOLAAAAAAAAAAAAAA!
Apareceu a recepcionista e não havia ninguém para me ajudar com as bagagens, nem ela.
HA - HA - HA - HA.

Enfim... depois deste stress todo (viagem longa, 'bagagem descadeada' e um pouco de frustração do meu plano não ter saído 100% certo, rs.) recebi uma ótima habitação, com ar condicionado bombante e sem internet. Rá.

Próximo desafio: Encontrar um lugar para morar em Barcelona.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

My arrival in Europa!

Esse texto foi escrito na data mencionada.
Tenho muitas coisas para postar, mas vamos por ordem cronológica né?

"Portugal, 24 de Agosto de 2010 – Aeroporto de Lisboa

Não sei você. Aliás, não sei você aí que também curte dar os seus rolés pelo mundo.
Eu, costumo hoje, depois de viajar tanto e de tudo que é meio de transporte, imaginar a fuça de quem vai sentar do meu lado. É legal.
Não sei você - de novo - mas eu adoro conversar com gente estranha. (rs!) E já conheci pessoas que até hoje são minhas amigas de maneiras muito peculiares, digamos.

Nesses tempos em que eu ando excessivamente comunicativa aos quatro ventos, falando pelos cotovelos ou quase uma Miss Simpatia, ando descobrindo cada coisa!
Como estou exercitando o hábito em ser pontual, fui a primeira a chegar ao meu assento e fiquei aguardando quem seria a figura a sentar ao meu lado: Um homem bonito, um homem estrangeiro, um velho mal-humorado, uma mulher qualquer, um bêbado, um tarado, um folgado – pensando bem, os últimos 3 estereótipos só me surgiram em meios de transporte terrestre e mulheres, bem, eu não lembro quando houve uma mulher sentando do meu lado!
Acho interessante imaginar quem vai se sentar do seu lado pelas próximas 8 horas.
Eu não puxo assunto - juro! - mas eu devo ter cara de psicóloga, boa ouvinte, sei lá...

Eis que surge uma coroa, muito elegante. Logo vi que ela prestou atenção no meu livro de título suspeito– é, eu ando lendo alguns daqueles livros que falam sobre o comportamento feminino x masculino, e esse que estava comigo, era o pior deles! Destestei! Foi um besteirol qualquer sem fundamento psicológico ou com pesquisas que me levou R$20, !

Continuando...
Eu não dormi. Enquanto trocava de canal incessantemente para ver um bom filme, vim pensando na minha nova vida, nas providências que vou ter que tomar ao chegar em Barcelona, agradecendo à Deus em silêncio por conseguir voltar para Espanha tão depressa, as saudades dos papos noturnos com o irmão, o sentimento de felicidade de ver tanta gente na minha despedida.
A “estranha” - vamos chamar assim – vira e mexe observava o que eu fazia, o que eu lia, como eu comia e o meu jeito sistemático de arrumar a bagunça do meu lanche de vôo.
Eu já tava incomodada! Incomodada também com o casaco de couro que ela jogava por cima de mim e jogou a sua almofada de tal modo no meu assento que eu achei que ela ia pedir cafuné também.

Longas 8 horas.
-Você não dormiu? (Quem disse isso foi ela, óbvio, eu não puxaria assunto dessa maneira!)
-Não, estou ansiosa.
-Posso ver o livro que você está lendo?
-Sim.
-Você gostou?
-Pra falar a verdade não, achei muito boboca, mas tem um outro aí que eu andei recomendando pras minhas amigas com fossa...
- ...eu tô na fossa!

Bem, não precisa dizer que nos últimos 15 minutos de vôo eu já sabia as frustrações de uma mulher "bem sucedida" (termo usado no nosso mundo contemporâneo que nos dá abertura a particulares significados), de 41 anos, solteira, sem filhos, rumo à uma praia em Portugal.
E lá estava eu, com meus soberbos 22 anos, falando animadamente da vida tentando inspirar aquela mulher que eu achei de olhar triste.

Meu livro era tão ruim e eu com tanto ódio daquela autora medíocre, que eu ofereci - de graça - o livro pra tal mulher, ver se ela, tirava algum proveito.
Não "benhê", ela não quis o livro.

Conversamos mais algumas amenidades, enfretamos a fila da imigração juntas e ali no separamos. Para sempre.
Há gente cheia de manias do mundo, talvez eu desenvolva alguma mania de colecionar histórias de pessoas que passaram a viagem ao meu lado. E escrever um livro.

(Quem sabe eu não tiro uma grana com isso, vou pro Jô dar entrevista e em seguida, em uma noite de autógrafos, sou especulada a posar na Playboy...rs!)

Enfim...separadas. Eu entrei nesse enorme aeroporto de Lisboa e procurei uma nova estranha propositalmente para conversar.

(É claro que foi de propósito desta vez, estou decidida e me empenharei a ouvir histórias de estranhos e montar um livro! rs.
Sendo um pouco mais séria, eu estava empenhada mesmo em me safar de possíveis problemas no meu próximo aeroporto.)

Uma estranha com filha, vinha no mesmo vôo que eu desde Belo Horizonte e mora em Barcelona. Me disse tudo que eu precisava sem que eu tivesse que esperar para perguntar só no aeroporto de BCN.

A estranha com filha me disse muitas coisas sobre a cidade que vai ser meu novo lar. Me senti ainda mais confiante, e ela foi embora com um sorriso e a filha levada.
Antes de embarcar, ainda em BHZ, me surge uma moça simpática no balcão da companhia que simplesmente me libera de pagar os excessos de bagagem e levar meu quadro de fotos que estava fora da mala.
Sabe aquele dia em que você resolve ajudar um estranho, ser solícito, porque simplesmente te deu na telha? Acho que ela devia estar em um dia desses- e eu, com um pouco de sorte, porque pagar 150 euros de excesso... Ai!

A parte que eu gostei do meu vôo, de verdade, do fundo do meu coração, foi o jantar.
Assim que pedi para o comissário de bordo a minha opção, ele disse:
- Acabou.
-Ah moço! Você vai virar meu jantar agora, não mandei vocês me oferecerem meu prato preferido! (Simpática, claro! rs.)

Ele começou a rir.
Não precisa nem dizer que eu comi strogonof essa noite.

Bora lá! Partiu pra Barça agora."

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Retomando...!

Onde é mesmo que eu parei?
Março de 2010?
Bem, desde o vôo de volta ao Brasil para o vôo de volta à Espanha, foram exatos 5 meses.
Abandonei o blog, óbvio, porque o objetivo do blog é informar aos meus amigos - principalmente- o que se passa comigo quando estou longe, ou seja, a maior parte do tempo! rs
Como a excelência em colocar a vida de cabeça para baixo sou eu, não bastou voltar para o Brasil, eu voltei para Belo Horizonte. Mais ainda, pra casa dos meus pais!

12 de Maio foi maravilhoso, como há alguns anos não era: Aniversário da Babi e do Rafa, e... como eles! ! !

Enquanto empacotava as caixas e desfazia da minha casa em Búzios, cheguei a escrever sobre isso, mas não publiquei (desleixo, correria, argumentos contemporâneos) e ele receberia o nome de "Se eu soubesse antes, o que sei agora, erraria tudo exatamente igual..."

Segue abaixo, como parte do contexto da minha história:

"A mudança não é um acontecimento imediato.
Ocorre como um processo muitas vezes lento, de forma gradual e conta com fatores que influenciam quem está mudando.
Mudando de casa, mudando de vida.
Responder a uma mudança é responder a alguma demanda apresentada.
O meu coração e a minha vida profissional apresentaram a demanda que agora estou respondendo ao meio de tantas caixas de papelão: Voltar à viver em BH.
Os amigos me perguntam: Quando? Porque? É pra sempre?
Ah! Gente, o pra sempre não existe.
- E eu me vi uma pessoa mais feliz quando passei a aceitar com serenidade que o pra sempre não existe!

Uma única amiga me fez a pergunta certa: Por quanto tempo?
E a gente tem que aprender a conviver da melhor maneira nessa rollercoaster que é a vida: altos e baixos.

No próximo 25 de Junho, iria fazer 4 anos que eu saí de BH.
Nooooooooooooossa quanta coisa aconteceu.
E cada coisa que eu junto, ou jogo fora, carrega uma história.

Pior são os restos de perfume que circulam pela minha casa: Esse eu punha pra ir à Privilege, esse eu punha pra dormir, esse eu punha quando me encontrava com tal pessoa, esse era de eu ir trabalhar no Insólito. Cheiros, parecem nos matar as vezes não?

E digo mais, fazer mudança, é mais que organizar essas caixas infindavéis que estão saindo de Búzios, é cutucar lembranças, cutucar erros, acertos, é uma auditoria da vida.
Eu junto, paro, olho, lembro, revivo, olho outra vez, jogo fora ou boto na caixa pra levar pra BH.
O.K., essa também é a hora de fechar um ciclo, fazer um balanço e levar só o que interessa daqui adiante-tanto material quanto "imaterial".

O que interessa pra mim, também mudou diversas vezes nesses 4 anos.
O que me interessa agora é ficar perto dos meus familiares e dos meus amigos. Viver sozinha agora é OUT para Renata Eloá.
3 meses na Europa eu encarei meus medos, minhas dificuldades sem o fator que mais nos influencia nas nossas decisões: os mais próximos.
Foram férias. Estudei menos do que eu gostaria de ter estudado. Mas intercâmbio é assim, já tinham me avisado.
Nem tomei tantos porres como gostaria.
Descansei de mim, da minha vida no Brasil.
Fiz melhores amigos em 3 meses. Chorei com a perda deles como não chorava há muito tempo.
Uma sensação completa de abandono.

Voltou uma reciclagem da Renata: uma Renata mais sensível, porém mais sensata, mais ponderada, mais planejada, mais sistemática, mais metódica, mais analítica, mais calculada, mais empática.

Aprendi nesse vulcão todo que sobretudo, eu devo eliminar tudo que não me faz bem e que me desvio do foco. Joguei uma galera na lata de lixo. Goooooooo garbage!

Olhando para as minhas caixas, vejo a quantidade de cacareco que juntei e não sabia nem por onde começar a organizá-los: Onde é que vocês se enquadram?
Cada vez mais sacolas de lixo saindo da minha casa, eu estava feliz por eliminar tanta porcaria da minha vida.
E se livrar de maus hábitos é a pior parte: demandam treino, disciplina, ...força de vontade!
-Graças a Deus eu parei de fumar!
Há coisas que fico na dúvida, deixo pra embalar depois, algumas eu embalo agora.
E nisso eu vou me bem resolvendo.
Mientras tanto... estou escutando Engenheiros do Hawaii que AINDA ajuda a me acalmar. "

08/05/2010.

Já tem quase um mês que retornei à Espanha e já era hora de retomar o "Mineira de mala e cuia".
Bem, o layout vai permanecer o mesmo com essa foto aí de Paris até que eu dedique um tempo a entender de layout de blog. rs !
E-mails pessoais sempre serão muy bienvenidos e responderei com carinho e muita atenção... mas, como a falta de tempo é grande (argumento contemporâneo), vou adiantando as notícias do Velho Continente nesta página de internet!

Antes de finalizar o post, gostaria de colocar um trecho de uma obra de Paulo Coelho:

"A lenda pessoal não é tão simples como parece. Pelo contrário, pode ser uma atividade perigosa. Quando queremos algo colocamos em marcha energias poderosas, e já não podemos esconder de nós mesmos o verdadeiro sentido de nossa vida. Quando queremos algo, fazemos uma escolha do preço a pagar.
Seguir um sonho tem um preço, pode exigir que abandonemos velhos hábitos, pode nos fazer passar dificuldades e ter decepções.
Mas por mais alto que seja esse preço, nunca é tão alto como o que é pago por quem não vive sua lenda pessoal, porque estes um dia vão olhar para trás, ver tudo o que fizeram e escutar o próprio coração dizer " Desperdicei minha vida."
Acreditem, esta é uma das piores frases que alguem pode ouvir. "



Tenham todos uma ótima tarde!

sexta-feira, 19 de março de 2010






Ontem, dia 18, foi o encerramento do curso com todas aquelas formalidades.
Nooooooossa, que cruel que foi. Eu não parava de chorar.
Fizeram vídeo de todos, recebi uma carta da minha turma com desejos pra mim, recebi uma cartinha da Mari, uma japonesa.
Meu Deus, eu não parava de chorar! Eu abraçava e chorava.
"Those were the best days of my life..."


Na foto: Suzana e eu. É muito amor gente! tem como não chorar?


Antes da bebedeira de Saint Patrick's day , saímos "de bob's" pelas calles. Fomos à uma chocolateria super tradicional da cidade que se chama Valor. Na chocolateria Valor eu também encontrei um caco de vidro no meio do meu brownie !

Lógico que eu não paguei o brownie depois disso né...
Na foto: Jaqueline ( nossa querida alemã!) , Lili ( "beagá" como eu), um pedaço do Jarred (nosso querido americano que faz cerveja em Utah!) e eu.


Dia 17 de Março, Quinta-feira foi dia de San Patricio, patrono da Irlanda, mas em bares de todo o mundo há comemoração. Em Logroño, não seria diferente.
Todo mundo de verde e bêbado. Eu também não estava diferente!
Eu inclusive, ganhei um chapeuzinho muito bonitinho de uma irlandesa!
Confesso, mãe, eu roubei uma caneca enoooooooooooorme do bar pra guardar de lembrança!
Na verdade, eu andei guardando no meu casaco os "chupitos" (copinho) das doses que andei tomando por aí.
Essa bagunça toda me rendeu uma boa dor de cabeça no dia seguinte.

Essa semana também conheci mais uma gaúcha, a "Fofa" e fizemos uma roda de chimarrão na habitação da Adri, que é a gaúcha que eu convivi nesses 3 meses.
A Adri não parava de dizer que sentia falta do tal do chimas, apresentei as duas e o tal do chimas foi motivo pra "una cita" (uma reunião) e reunir todo o passillo (corredor)
Na foto, eu, super relaxada tomando um "chimas", enquanto tinha que terminar de montar uma empresa pras 12:15 do outro dia. É claro que a empresa saiu e foi possível concluir meu trabalho e apresentar na aula de "Español de los negocios", mas é claro também que neste dia eu não dormi nada cedo.
PS: Fiquei feliz de saber que uma das músicas que eu sempre gostei dos Engenheiros do Hawaii, é o nome da erva que faz o chimarrão.

Muita coisa na vida da gente, não? rs

"Ilex paraguariensis..."



E fazer nada é junto é uma beleza!
Foi uma semana intensa.
Eu descobri um prazer que foi tomar o sol de 17º deitada na grama! Estava me achando em Geribá! Estendemos (é, porque sempre vira prazer coletivo) cobertores na grama para ficar junto, comer alguma bobagem e jogar conversa fora.

Na foto: Chico, Lara, Kathy, eu e Adri.

"Those were the best of my life..."



Diferente do final da semana passada, hoje, Sexta-feira, meu dia de "conversar com meus botões", minha habitação acorda uma zona. E acordo também com o Warley batendo na minha porta para se despedir de mim. (Ainda bem que eu estava com muito sono a ponto de não processar que era uma despedida)

Confesso que só por essa Sexta-feira eu não gostaria de conversar com meus botões. Por hora, essas tantas conversas com meus botões já está virando uma auditoria da minha vida. E toda vez que eu paro e penso que eu volto pro Brasil no dia 31, me dar uma dor imensa.

Mas limpar a casa, é fato, vou ter que fazer.

Hoje é feriado aqui, alguns já retornaram ao Brasil.

As despedidas já se iniciaram há uma semana. No final de semana passado cozinhei pra galera, Sábado e Domingo, na minha habitação e durante a semana, nada mais se fazia a não ser ficar junto, nem que fosse para fazer nada.


Na foto, Lili, Adri e eu. Parte da galera que veio jantar!

Ao final da semana



Escrito em 12 de Março de 2010

"Yeeeeeeeeeeeeees! Cheguei ao final da semana sem ter que dar aquela arrumação na casa.
Disciplina é algo que eu só vim criar agora, mesmo já morando sozinha em Búzios.
Aqui, todas às sextas-feiras é o meu dia de arrumar a casa, limpar banheiro, cozinha, trocar a roupa de cama, lavar roupas e fazer compras para repor pra próxima semana.
Escolhi a sexta-feira pra finalmente criar um dia para dedicar a isso. Me recuso a ter que ir ao supermercado durante semana. Mercado é só uma vez na semana.
Essa semana meu dia de faxina passou para o sábado, já que estive doente esse semana e incrivelmente eu cheguei ao final da semana com a pia limpa, armário arrumado, lixo recolhido, itens de higiene e beleza ainda organizados no armário do banheiro, roupas sujas em uma só sacola e todos os casacos de inverno em seu devido lugar.
Que beleza!
Mamãe, morra de orgulho de mim!
Gosto das sextas-feiras porque, particularmente, eu acredito que a gente tem que ter um dia pra “conversar com os botão da gente”. Um dia pra refletir, um dia pra reparar na gente, na semana que tivemos."

Na foto, eu, em meu momento de novo prazer que eu descobri aqui: Deitar no sol de 17º !

sábado, 13 de março de 2010

Sin fuerzas para volver.





Texto escrito em 6 de Março:

"Hoje eu me peguei comendo uma lasanha inteira com pão. Comer tudo com pão é um costume espanhol e francês também e não sei cargas d’água eu estava comendo desse jeito hoje.
Hoje eu me peguei arrumando tudo, observando minhas coisas nos mínimos detalhes e limpando de forma metódica como faço na minha casa em Búzios. Fazer isso é uma forma de terapia para mim. No dia que eu estou fazendo isso-batata!- estou fazendo faxina mental, tomando decisões, aparando arestas, refletindo para chegar à alguma conclusão.


Enquanto arrumava minhas roupas no armário, cheirei um casaco, meu primeiro casaco para inverno rigoroso, aquele casaco que eu ainda me achava muito estranha com este amontoado de roupa. Esse mesmo casaco tem o cheiro da Renata que chegou na Espanha. Uma Renata com olhos de criança-uma Renata que só conseguia se comunicar em inglês no aeroporto de Madrid.


Depois de 2 meses fora do Brasil: Quem é que mexeu no meu paradigma? Essa é a minha pergunta.

Eu não me lembro de morar fora de um lugar tanto tempo e ter que voltar.

Sinceras desculpas a quem lê isso, mas eu estou reclamando de que? Eu moro em Búzios, tenho uma bolsa no Brasil, tenho pais que me amam, amigos que gritam de saudade e eu estou aqui... e sem vontade alguma de ir embora.


Nem do frio eu reclamo mais. Já me acostumei ter os dedos gelados e a essa cor branca sem bronze.


O que mais me dói não é voltar pra pátria amada, é deixar interrompido um processo de crescimento que ainda não terminou. É deixar os melhores amigos que fiz em 3 meses, é deixar os almoços e conversas profundas com meu vizinho de habitação Warley, é deixar a Lilian sair da porta de frente sem ter mais comigo chorar as pitangas de pijama, é não ver mais a Adri todas as tardes e roubar KitKat, é não poder mais tomar café e mais café com o Pablo (essa doeu!), é não poder ter chinesas amáveis para abraçar todos os dias pela manhã, é não ter Taku e Arden para para ensinar “palavrotas brasileñas” é não ter ninguém me apurrinhando para bailar samba, é não ter ninguém para levar uma invenção gastronômica que acabei de criar na minha habitação, é não ter reunião no corredor já que todos os vizinhos resolveram sair de suas tocas, é não viver mais nada deste sonho... rs.



Escrevo... E arrumo os cachecóis de maneira perfeccionista e diferente da última vez.


Esfrego o chão do meu banheiro com tamanho perfeccionismo enquanto converso seriamente com meus botões. Enquanto tento tomar decisões - boas diga-se de passagem - equilibrando a razão com a frieza de que eu também nasci pra ser feliz não só para cumprir obrigações."

Na foto, eu e Mei Li, em um almoço chinês que ela preparou com muito carinho pra mim!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Jueves, 11 de Febrero de 2010.



Hoje amanheceu nevando. Ir pra aula nevando é uma estranha sensação pra quem não sabe se deve abrir um guarda-chuva nessas ocasioes.
Bom, eu não abri, mas pelo que eu estou vendo da minha janela agora, da próxima vez que sair, vou ter que levar algum guarda chuva. Sei lá, me enfada esse floquinhos na minha cara. Mas pelo menos a temperatura nem parece tão horrorosa quanto deveria me assustar por ver neve.
Tudo está branquinho lá fora e eu tenho a sensação de que a semana rendeu. Vale. Amanhã ainda é Sexta-feira, mas hoje já começam as festividades: Hoje é aniversário da Felise (China) e da Cecília (Brasil) e vai ter uma festinha no salão da nossa residência pra variar.

Depois da festa, creio que alguns de nós vamos à boate Concept.

Amanhã, já é véspera de Carnaval e eu vi o anúncio de uma boate que é entrada para mulheres de graça (nem gosto!). No Sábado, todos sairemos de disfrace. Todos, na verdade não sei quem ainda, porque só eu e a Isabela já preparamos algum disfrace.

Isso se a neve não me desanimar de sair também né...

Por la mañana, tive aula e foi a vez da Mei Li levar uma notícia para apresentar para a turma. Ela apresentou o ano novo na China.

O ano novo na China inicia-se no próximo Domingo, dia 15 de Fevereiro. Eles obedecem o calendário lunar e este ano, é o ano do Tigre (não me perguntem sobre a questão dos bichos, pois não foi explicado)

Junto com a virada de ano, seguem vários costumes: vestimentas e decoração em vermelho, que significa felicidade; as crianças pedem dinheiro aos seus pais e seus pais lhe dão notas de 100 'yuán', pois a nota é vermelha.

O año nuevo chino é tão importante para eles que as chinesas não nos deixarão participar da festa. Segundo o boato na faculdade, haverá uma festa chino no Sábado para que os ocidentais interajam. Me parece interessantíssimo.
Hoje fiz alguns exercícios em dupla com a Jing, uma chinesa. Gosto de fazer os exercícios com ela, nos damos muito bem, conversamos bastante e eu também tentei ensina-la como se pronuncia o 'rr' em espanhol, mas é muito difícil para ela. Ela também ficou admirada com um simples coque que fiz no meu cabelo com uma caneta e me pediu para ensiná-la. Coque na cabeça com canetas só pode ser mesmo coisa de brasileira desleixada, assim, como eu.


Além de aniversários e ano novo chinês, Sábado é Carnaval e Dia de los enamorados/Valentines Day !

Bom, tenho que me preparar para a clase de vinos ahora.

Na foto, eu na Gran Via, com esse lindo chafariz.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

On Road !


Viernes, 19 de Febrero, 4 jovenes en un coche hasta el sur de Francia. Qué tal?
Agora adivinha quem vai fazer o roteiro como uma boa graduanda em Turismo?
'Apasonada por mapas como toda viajera...'
Hasta luego !
Ou como diria, meu bom e velho Humberto Gessinger... "Tchau radar!"

'Olla a presión': Miercóles, 10 de Febrero de 2010




'Olla a presión' o 'olla express' es lo mismo que 'panela de pressão' em portugués.

Não sei se encanta à vocês entrar no meu blog e saber como se diz panela de pressão em espanhol, mas me encanta todas as palavras novas que aprendo todos os dias-que não são poucas.

A gramática, as infindáveis regras gramaticais e tempos verbais do espanhol, já estão ficando mais claras para mim.

Mas o 'olla a presión' foi quase proposital, pois estou me sentindo assim depois de brigar em um só dia com duas pessoas do Brasil. Dos personas del Brasil. Só eu mesmo gente.

Enquando isso, me distraio lendo o texto do 'Manolito Gafotas' que minha professora deu em classe.

Se alguém estiver disposto a dar gargalhadas em espanhol, busque no Google 'Manolito Gafotas', me gusta mucho.


Essa semana tem rendido bastante para mim. Aliás, tudo aqui tem um brilho infantil para mim.

É tudo completamente diferente, quando mais familiar, os brasileiros se reunem no nosso corredor -meu, da Kat, da Lilían e do Warley, todos vizinhos de porta- para falar, quase sempre em português.


Nos últimos tempos tenho também adquirido hábitos estranhos como: arrumar cama -coisa que eu não faço desde que meus pais falavam na minha cabeça-e visto novela no You Tube, como forma de não me aburrir (me entendiar) mientras hago mis uñas. Até minhas unhas estou fazendo sozinha gente ! Olha isso.

Todo dia pela manhã, pego uma prensa (jornal) para ler. Apesar de não gostar de ler algumas partes, me sinto empolgada de ler tudo para conhecer o vocabulário, e se consigo ler o jornal bem depressa fico feliz, sinal que já estou entendendo melhor.
A aula de Segunda-feira agora, foi bem bacana, mas ficou a desejar em alguns pontos. Deixa isso pra lá, pois vou falar isso na próxima aula de vinhos com a professora.

Bom mesmo da aula de Segunda-feira, que foi gastronomía e vinhos, enquanto o chef dava algumas dicas, eu fui comer as lechugas (alfaces) que estavam de enfeite com limão e sal.

Eu sou apaixonada por lechuga con limón y sal. Logo depois chega uma brasileira, e mais outra, e mais outra, e vem também a australiana e duas chinos. Eu fiz folhinha por folhinha de alface pras pessoas, olha isso !

Lechuga con limón y sal simplesmente bombou e eu nem entendi porque.

Aí expliquei para quem não era brasileiro, que quando era mais nova, gostava de pegar alfaces com limão e sal para comer, mas que não era um prato do Brasil, era um costume-estranho-pessoal. hahahaha.
(Alô mãe eu comi camarão semi-cru!)

Na foto, eu aprendendo a analisar um vinho tinto 'crianza'.
Besos à todos.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Sábado, 16 de Enero de 2010

Hola personas!

Hoy yo vou postar muito rápido porque estou com sono.
Acabei de fazer estrogonofe para mais ou menos umas 20 pessoas de umas 6 nacionalidades diferentes. Brasileños, americanos, australiana, coreana, japonês e neo-zelandesa. Sucesso.
E foi ótimo também a sociabilização da galera.

Não sei se contei para vocês ontem, mas a chave de fenda que trouxe para cá se transformou em socador de alho.
Pára tudo, que espécie de pessoa traz ferramentas na mala?! Ora pois, pois...
Turismólogo é meio sistemático, bem, pelo menos eu sou.

Ahora estoy estrogonoficamente satisfeita e cansada.
Quero dormir, pelo menos pra conseguir regular meu sono.

A galera vai pras "tapas" hoy, pero no puedo gastar mucho dinero, tengo que ir a Paris!

Postarei as fotos do nosso almuerzo comunitário en Orkut, ainda esta semana.

Beso!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Viernes, 15 de Enero de 2010









Hola chicooooooooooooos! Qué tal?





Hoy estou preguiçosa para escrever...!

Essa foto foi tirada no dia que eu perdi meu vôo! Sempre tem um para nos divertir depois da tragédia...!


Um obrigada ao meu sempre parceiro, Pedrinho.


Bem, último dia de aula na semana, vem chegando o weekend e é bom estar final de semana na Europa porque tenho certeza que se estivesse no Brasil, não iria estar na praia, ia estar ajeitando algo na minha casa de forma sistemática ou trabalhando.


Aqui tenho outras coisas para me dedicar. Coisas muito interessantes, diga-se de passagem.





Já corri ao centro de informações turísticas e peguei TUDO, absolutamente tudo que há para fazer em Logroño: las vinícolas, o centro paleontológico, conocer a história do Camino de Santiago de Compostela.





Particularmente, sei que não vou viajar tanto pela Europa, tanto por causa de dinheiro como pelo fato de me interessar mais viver intensamente em uma comunidade do que apenas sacar unas fotos de paisagem. Pero, não vou deixar de conhecer Paris, não vejo a hora de chegar semana que vem.





Hoy tivemos aula de lengua normal, fiz ejercicios com una chinesa-Suzy, un japonês-Naw e una brasileña, que é a Isabela, de São Paulo.


Ai gente, tô apaixonada pelos chineses, as meninas são muito fofas e toda hora vem me perguntar sobre o Brasil, sobre o que faço, querem aprender palavras em português.


Hoje disse que pago pau para eles, porque se para mim que falo uma língua da mesma origem que o espanhol é difícil, imagina para eles.


São muito focados no curso, esforçados e querem aprender coisas novas o tempo todo.





Pérolas




Ontem na correria fui para aula com a etiqueta ainda na blusa.


Deixei queimar uma panela no fogão porque achei que estava desligado. A panela ficou inutilizável. Tive que jogar fora.


A neo-zelandesa que adotamos, já está conseguindo falar até português. Quando ela soltou um "você" hoy, fiquei de cara. É uma mistureba danada: "Me habla su name, vale?!"


Expliquei para alguns asiáticos hoje o que é "fazer farofa": Cuando una famila en la playa leva cosas para comer e beber.


E expliquei também para Olivia, a neo-zelandesa, o que é "fazer uma vaquinha": When we pay a thing with dinero de todos.





Ou seja, a mistureba cultural é intensa...!





Los planos




Bien, passada essa semana e después da viagem para Paris, creio que vou estar mais situada com as coisas: com o fuso horário, a comida, a rotina de aula.


Me gustaria hacer um estágio em um hotel aqui, se no hay dinero no tiene problema, pero preciso fazer algo que preste além de sociabilizar com tanta gente.






O primeiro final de semana na Espanha




O estrogonofe brasileño amanhã vai sair ...! Já combinamos...!


Posteriormente vamos fazer um estrogonofe neo-zelandês com cerveza Guiness.


Estoy estrogonoficamente empolgada!














No momento estou ouvindo alguns pagodes... ai que saudades do RJ!


Volto amanhã...! Tenho que dormir !
Besos!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Jueves, 14 de Enero de 2010

Hola personaaaaaaaaaaaaaas!

Hoy yo estoy muy feliz de estar aqui, mesmo com a ventania de hoje de manhã que parecia nos arrastar...!
Eu juro que não acreditava de vento arrastando casa até ser arrastada hoy! rs rs rs

Hoy tive mais uma aula.
Tem sido muito legal, as aulas de espanhol son muy dinâmicas.
Todos los días tengo que hacer um trabalho en parejas (em dupla). Hoy mi dupla foi um americano, de Utah, não sei como escreve o nome dele, ainda.
Ele me contou sobre su Navidad (Natal), o que comem, quando abrem dos regallos (presentes). Es muy tradicional.

Ontem, meu trabalho foi com uma japonesa, a Mari, que é redatora de moda no Japão!
(Bem que eu tinha reparado que ela só anda fashion na universidade.)
Dentre as coisas que tivemos que falar, descobri que no Año Nuevo no Japão, eles comem algo llamado osechi, lê-se ("osseti"), que a mãe dela mesmo prepara. Tem uma história interessantíssima no Wikipédia, podem buscar!

Descobri que quando um nome é muito complicado em chinês ou japonês de se dizer em outro idioma, como o português e o espanhol, eles adotam outros nomes que les gustan!
Quem me contou isso hoje na hora do intervalo foram as chinesas Helena, Dora , Amber e Jing. Hablei mucho con ellas. Son muy simpáticas y tiene una curiosidad muy grande también pelo Ocidente.

Conversei com o japonês Taku, hoy, este tiene su nombre de verdad. Lo viajero que mencionei no post anterior. Él quiere conocer el Brasil ! Vamos al Rio de Janeiro ! rs rs

Gente, mostrei meu Orkut para as chinesas para mostrar Búzios e Belo Horizonte, elas ficaram fascinadas e a professora Emma también se empolgou.
Ensinei para ellas também las expressões : "Que legal !" e "Que bacana!"
Morram de rir, eu deixo. hahaha.
Eu pareço uma criança no jardim de infância correndo pela sala.

Todos nosotros hablamos en español, quando está muito difícil apelamos pro inglês.

Rebajas
Ayer (ontem) nosotras, chicas, fomos ao shopping hacer compras! Todas las tiendas están en rebajas (rebaixa, liquidação).
Estou com uns casacos super chiques, genteeeeeeeeeeeeee!
E descobri que a Zara é tipo uma C&A da vida aqui.
Las cosas estavam tão em rebajas que entramos en tantas tiendas que depois combinamos de não entrar mais, é muita coisa barata e linda!
A minhha fatura do Santander vai bombar ! Estou até vendo.
Passei também en um bazar chino com a Olivia, a neo-zelandesa, comprei pincéis para passar blush e pó compacto mais um porquinho para colocar monedas e tudo me custou 2.60 Euros!
Meu sonho é ganhar em euro!
Ayer fué mucho divertido, todas las chicas brasileñas son mucho empolgadas. Rimos bastante!
Imagina 6 chicas en un shopping...! Tipo isso...!
Festivos
Na próxima semana, en Viernes (Sexta-feira), día 22 de Enero, será feriado.
Delícia...! Yo vou para Paris, visitar a Cecile-a francesa que trabalhou comigo no Insólito em Búzios- e a Stephanie, que também conheci no Insólito.
Já parei de tomar os cafecitos das máquinas por todas las esquinas, estou racionando tudo que posso para ir para lá...!
Vale? (tipo... "ok?")
Tengo que cocinar ahora! Y tengo también algunas actividades para mañana...!
Besos!