Rio Senna, Paris/França - Janeiro, 2010

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Marrocos - Parte 5



No deserto de Zagora.

               Depois de atravessar o Oásis Draa, as horas intermináveis de 4 X 4 chegaram ao fim. Obviamente,  não ficamos sem comer este tempo todo, fomos levadas pelo guia à um restaurante de luxo no meio do nada. Aí fico pensando, se esse era de luxo mesmo, o que seriam os 'copo-sujo'. Para comer, foi um duelo com as moscas que insistiam em compartilhar da nossa comida. E baseado nisso, estou com a ideia de fazer um vídeo mostrando como eu monto uma necessaire de higiene feminina, principalmente nesses buracos que eu me enfio por aí. No final, comentarei sobre.


Alguns apetrechos para se proteger do sol, mais uma hora de camelo e chegamos no deserto de Zagora!


                                       


Uma noite no deserto

A noite foi realmente muito estrelada no deserto de Zagora. Não me lembro de ter visto um céu tão recheado de estrelas. Talvez quando estive no Porto Trombetas, no Pará, nas mesmas condições: Dormindo em uma barraca no porto à espera do barco.

Dormimos (eu e as outras loucas ) em uma tenda montada pelos beduínos.
A noite foi caindo e iniciou uma dor de cabeça fortíssima. Conforme o registro abaixo, a cara já tava péssima:


      Houve uma celebração envolta de uma fogueira, entre beduínos e turistas, da qual eu não participei, pois já estava exausta. A temperatura no deserto só começou a cair por volta das 2 da manhã, enquanto isso, já tinha tomado todo o meu Paracetamol e ido dormir do lado de fora da barraca. (A temperatura caiu juntamente com uma tempestade de areia, o que me fez então voltar para a tenda) 
        Isso mesmo, coloquei meu colchão na areia. O calor tava demais! Cheguei ao ponto de jogar água no meu corpo para conseguir dormir mais em paz. Imaginem a cena: Meu colchão fora da tenda, na areia, meu corpo molhado e olhando para aquele céu maravilhoso. Desatei a chorar compulsivamente, uma catarse quase. Dei uma disfarçada quando um dos beduínos veio me perguntar se estava tudo bem (da dor de cabeça). Ele me levou pra dar uma volta da areia, de mãos dadas, entre as dunas. Mas como tava achando aquilo entre esquisito e romântico demais, pedi pra voltar que queria dormir. Ele ficou mais alguns minutos comigo antes de voltar pra celebração. Esse foi o beduíno que mais conversei, tava cansada de falar inglês e como só ele falava espanhol, era bom falar com ele, até porque nenhuma das meninas que estava comigo entendia que eu tava falando que estava de saco cheio da frescura delas.

                    Ainda antes desses episódios de dor de cabeça, corpo molhado e beduíno me levar de mãos dadas pra andar nas dunas, eles levaram um berberie dinner pra gente! Era basicamente: Tangine (um cozido de legumes), Moroccan salad ( a minha salada preferida: tomate, cebola, pepino!), pães e uns molhinhos.

Depois, nos reunimos fora da barraca para tomar um whisky feito de uma erva deles lá. Parecia um chá, estava uma delícia.




         Pela manhã, levantamos cedo, eu já me sentia bem melhor da dor de cabeça e o sol já tava rachando a nossa cuca. 


O café da manhã foi igualmente gostoso com pães e alguma coisa para passar nele que lembrava uma margarina. Não houve café, mas como havia chá mate, meti um leite e ficou tudo bom. (Chá com leite é coisa de Inglês).
Na hora da volta, eu já tinha pegado a manha de sentar no camelo e foi mais tranquilo que da primeira vez.






                Antes de falar da volta para Marrakesh, vou abrir um 'kit kat' para contar da higiene. Não houve banheiro no deserto como já era de se esperar e as mocinhas que se virem nos 30. Malandro é o pato que nasce com os dedos grudados para não colocar aliança e Renata Eloá que nunca foi muito fresca. Em partes.

A minha necessaire permanentemente tem: absorvente, protetor diário (aquele absorvente pequeno), lenços de papel (mesmo que eu não esteja gripada), lenços umedecidos e um pequeno frasco com gel para limpar as mãos. Pela manhã no deserto, escovar o dente e levar o rosto foi com a água da garrafa (as tais duas francesas estavam me xingando pela manhã dizendo que eu tava desperdiçando água, isso, de duas uma: ou elas são porcas ou estavam sem água. Eu havia comprado litros extras justamente para não passar sede e fazer minha higiene. Fora que uma delas esqueceu o protetor solar, vou dar crédito pr'esse povo??!!) e para fazer número 1, minha amiga, atrás das dunas, daquele jeitinho agachada, com tempestade de areia entrando em todos os seus orifícios e jogando a urina pra cima de você mesma. Foi engraçado. Para a  sujeira e a higiene íntima, nada que alguns lenços umedecidos cheirosos e um absorvente de proteção diária não possam resolver temporariamente.

Essa é a minha dica!

            De volta ao ponto em que havíamos sido deixadas pelo guia, entrar na 4 X 4 ar- condicionada foi uma alegria que só! Paramos em um restaurante muito melhor que o primeiro, mas igualmente cheio de moscas, porém com a diferença de que havia uma piscina. Brasileira que sou, fui lá fazer a exposição da minha figura, de todas as minhas curvas e tomar bons drink refrescantes acompanhada do meu almoço. 



A chegada em Marrakesh, já deixei claro em outros posts como foi: Perdi meu avião. Pois é, eu me atrasei para o embarque devido a insistência das francesas chatas em pararem em mil lugares que já havíamos parado na ida. Tinha me calculado com margem grande de atraso, mas deu essa. Enfim!

Voltei pro hotel e dormi. No outro dia fui pensar em como sair da África.


Um comentário:

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