Rio Senna, Paris/França - Janeiro, 2010

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Hallo!

Preludio

               Durante as primeiras 36 horas da viagem à Berlim, pensei sinceramente em não postar nada da viagem à Alemanha. PUTA QUE PARIU ! (Pronto, falei, tomei as rédeas da minha vida de novo!) Meu, só presepada! Cansou, já não está divertido. Vou logo avisando, este post está mal humorado, pouco engraçado e recheado de TPM, mas como já estou sendo pressionada antes mesmo de colocar os pés em solo catalão, achei melhor fazer um post (no capricho).
               Sou daquele tipo de gente que quanto pior a coisa começa é porque vem a bonança! E foi mesmo: Hoje é Segunda-feira, 4 de Abril e essa viagem já dá sinais de ser a mais intensa dos últimos tempos. Deixei um pouco do sistematismo de lado e só coloquei uns mapas na mala. Contudo, da próxima vez, juro por São Cristóvão protetor dos viajantes: Vou regular a minha viagem junto com o meu ciclo menstrual! Um mau humor descomunal que não cabe em mim.

¿Porque tanta “mala leche”?

               Se tem uma coisa que não me desce a garganta e que me faz cuspir marimbondo é o tal do mau serviço. Detesto ser mal atendida, tenho pavor de atendentes não solícitos. Sou muito crítica sim, sou exigente e minha saúde sofre com isso, já sei. Minha mãe sempre diz pra eu parar de “cuspir marimbondo” por aí, mas cada um tem uma revolta com algo específico e a minha é com isso. Tenho uma matéria na Espanha que se chama “Habilidades Comunicativas” e nela, estudei que a simpatia, empatia, a atenção, a cordialidade de qualquer prestador de serviço vai contornar possível falta de infraestrutura. Pensem aí, quantas vezes o lugar era chinfrim e você praticamente esqueceu disso por conta da gentileza do atendente?

“Aeroportuando”

               Aaaaah! E quando estou p. da vida, eu jogo praga, involuntariamente, mas jogo. É a tal da energia né? Uma vem e outra vai. O alvo das minhas pragas (impossível não rogá-las a alguém quando se está com raiva) é a Ryanair. Aquela mesmo, companhia low cost já mencionada em outros posts. Antes de falar dessa maldita companhia aérea, gostaria de compartilhar no trecho baixo, que escrevi no aeroporto, como começou o meu mau humor diante dos serviços:

Girona, Sábado, 02 de Abril de 2011

               “Renata começa uma longa espera de duas horas no aeroporto de Girona achando que ia poder “blogar” para ocupar seu tempo enquanto aguarda o voo. Porém, esse aeroporto maldito não pode deixar o acesso livre ao Wi Fi. OK. Estamos em um mundo capitalista, Renata. Quero comprar um crédito por horas: Também não posso nem comprar um crédito como se faz nos aeroportos normais! Só há acesso a área Wi Fi do aeroporto quem tem plano com a Movistar.
(Movistar sua linda, não vejo a hora de me ver livre de você assim que eu botar os pés em terras tupiniquins. Pois é, eu que reclamava da Oi e da TIM)
               Queria “blogar” né? Tenho muitos assuntos para abordar e novidades para contar. Cabeça descansando da rotina e fervilhando na criatividade. Queria fazer um estilo diferente de post desta vez, tornar a parada mais tempo real.
               Quando fui para a Amazônia, em 2007, ficar lá no Pará 35 dias por conta de um projeto da UFF, meu coordenador sempre falava algo do tipo: “Escrevam o mais rápido possível os relatórios , no calor do momento para que a riqueza de detalhes não se perca”. Ele  falou muitas outras milhões de coisas durante o projeto, mas essa levei para a vida e para o que eu gosto de fazer: Escrever. Acho que todo mundo aqui percebeu que o blog não é só meu hobby, eu o levo muito à sério. Com razão, a riqueza de detalhes se perde com o tempo. Como minhas viagens rendem mais de um post, acabo perdendo isso e passei a anotar as impressões legais do momento para escrever aqui. Eu mesma percebo a diferença de quando escrevo um post horas depois e de quando escrevo dias depois: o primeiro sai como psicografia e com insights mais engraçados. Esse mesmo coordenador, hoje meu ex-professor, me ligou hoje pela manhã. Do Rio, ele também está na Europa e se tudo der certo, nossas datas vão se coincidir de estarmos em Berlim. Espero que possa encontrá-lo e dizer que a raiz do meu blog está nos primitivos relatórios que enviava desde Oriximiná. Uma vez, fiz relatório com luz de uma lanterna de emergência no cais do Porto Trombetas (joga no Google e acha!), para não perder esse feeling do momento que era parte no projeto. Assim que puder, vou buscar esses relatórios e fazer alguns posts da época que estive nesse projeto, que foi outro momento ímpar da minha vida.


Porto Trombetas - Oriximiná, Pará (Novembro, 2007)

Mantra desta hora: “Não vou deixar que a falta de Wi Fi me estresse!” Que doença contemporânea se aborrecer por esse tipo de coisa! Se a página não carrega em 15 segundos você quase tem um infarto!”

               Passada essa insatisfação inicial, o funcionário da Ryanair responsável pelo embarque me barrou e alegou que minha bagagem não cumpria os requisitos de medidas para subir ao voo. Eles têm um medidor na entrada, você coloca lá e tem que entrar toda a mala. A minha entrou na conta, como sempre fiz, colocando de cabeça pra baixo e rodas para cima. Irrefutável e irredutível, aleguei que viajei com a mesma mala para Londres – inclusive mais cheia – e nada. Ele fingiu que passava o cartão e que o mesmo não foi aceito. paguei assim, 35 euros em cash para subir em um voo. Como se não bastasse a discrepância de rigor com a mesma mala, enquanto estava tentando argumentar com o atendente outra atendente dizia com pressa: “Temos que fechar o portão” ISSO QUER DIZER: Pagar isso logo ou não te deixamos embarcar. Eu, estudante com dinheiro contado pra felicidade germânica fui 2 horas de voo, como diz o outro, “bufando”.

                Reclamar? Reclamar com quem? Low cost não é coberta pelas regras do IATA.

               Comecei automaticamente no voo a fazer contas. Chegando em Magdeburg (cidade perto de Berlim), o avião aterriza em local distinto do habitual por conta de um alerta de perigo como avisou o comandante em inglês. Todo mundo dentro do avião mofando. Começa a chegar policiais de distintos uniformes e permanecerem junto ao avião, se comunicam por rádio, tiram fotos. Começam a liberar a descida de passageiros lentamente, mais carros de polícia e nenhuma satisfação do que estava acontecendo. Saí do avião, fui levada de ônibus junto com os demais passageiros para uma área que também não parecia nada com um saguão convencional de aeroporto.


Recepção aeroportuária

               Minha mala estava ali, encostada de lado junto com outras mais e já tinha a imprensa no local e cordões de isolamento estavam postos. Para sair desse lugar, os responsáveis pelo transfer aeroporto – estação central se dirigiram imediatamente aos passageiros do voo de Girona. Pessoas de grande empatia por sinal. Ainda bem que já tinha comprado o meu! No meio dessa confusão louca, foi só apresentar meu voucher. Percebi que a única estressada era eu enquanto a cara dos asiáticos estudantes do mesmo voo, estavam tranquilas.

Depois disso, consegui ainda pegar todos os trens nos respectivos horários que tinha comprado e chegar no hostal como previ: às 23h.





Fim do primeiro dia, GRAÇAS À DEUS!

2 comentários:

  1. Ah... esse é o post malhumorado? Foi de boa, até engraçado. =)

    Por que você nao me avisou sobre escrever no calor do momento, sobre riquezas de detalhes? Poxa, acho que to atrasada uns meses e nao tem mais recuperação. rsrs.

    Bom, esperando mais notícias sobre a terra dos sonhos em que os duendes são mal humorados. rs.

    beijos,

    ResponderExcluir
  2. Eu achei engraçado, qual é? (=

    Nossa, adorei o lance de escrever no calor do momento.
    Eu já tinha notado algumas vezes isso; mas nunca dei valor. Você falando, fui me lembrando de algumas viagens que se hoje fosse descreve-las não sairiam com detalhes interessantes, faltariam pedaços e não teria liga.

    Não ta dando muito certo as coisas por ai não né? GDKASDHLAJ, mas assim a bonança é maior, né? haha
    Boa sorte e boa viagem...

    http://chooseyourtrip.blogspot.com/

    ResponderExcluir